
Representantes do Movimento em Defesa da Vida, Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora Catarinense (Movida) subiram à tribuna na tarde desta quarta-feira (25) para pedir que os parlamentares da Casa auxiliem na fiscalização e criação de políticas públicas voltadas ao setor trabalhista.
Por ocasião da passagem do Dia Internacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, celebrado no dia de hoje, representantes da entidade já haviam participado, na parte da manhã, de audiência pública para tratar de acidentes e doenças do trabalho.
Dados divulgados pelo movimento, com base na Organização Internacional do Trabalho (OIT), indicam que todos os anos ocorrem em todo o mundo cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e cerca de 2 milhões de mortes.
Segundo o coordenador do Movida, Marcelo Cadore, cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial é perdido em decorrência de doenças e agravos ocupacionais. Nos países em desenvolvimento este percentual é ainda maior, podendo chegar a 10%. No Brasil, disse ainda Cadore, este número chega a 5%, acarretando ainda custo econômico acima de R$ 200 bilhões anuais. “O trabalho completa e valoriza o ser humano. Porém, quando realizado sob condições inadequadas, pode ser um fator nocivo para a saúde física e mental, provocando doenças, incapacidade e até a morte”, disse.
Representante do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia (Sinergia), Mário Jorge Maia, acrescentou que a cada 40 dias é registrada a morte de um trabalhador do setor. Ele solicitou aos deputados que atuem na fiscalização da relação entre empregador/empregado e na melhoria da saúde do trabalhador catarinense. “Não há dignidade em realizar trabalho quando o que se tem em vista é apenas o lucro. Precisamos aprimorar as relações trabalhistas, dando condições para que os profissionais exerçam suas atividades com segurança e dignidade”, completou. (Alexandre Back)

