
O sabor regional e a cultura alimentar do Oeste catarinense podem ser apreciados pelos visitantes da Expo Concórdia na 5ª Mostra da Agricultura Familiar, um dos destaques da feira. A mostra reúne 25 cooperativas de 23 municípios do Meio-Oeste, Oeste e Extremo-Oeste, com produtos de 300 agroindústrias familiares, o que representa a produção de cerca de mil famílias.
No espaço, os agricultores expõem e comercializam cerca de 500 produtos, dentre panificados, embutidos, doces, conservas, bebidas e artesanato. A expectativa de venda foi superada já nos primeiros dias e exige reposição diária, conforme o diretor da Central das Cooperativas da Agricultura Familiar (Cecaf), Laurindo Ravanelli. “Os produtos são bons, por isso têm grande saída.”
O coordenador da mostra, Ruimar Scortegagna, destaca a importância do espaço como alternativa para evidenciar o potencial da agricultura familiar. “A organização dos agricultores familiares gera renda e oferece ao consumidor produtos com qualidade diferenciada, por isso é muito importante trazer a produção para espaços públicos como este.”
Além dos produtos convencionais, também estão à venda alimentos orgânicos, como grãos, doces, azeites e farinhas. De acordo com Edilza Frison, engenheira agrônoma da Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste de Santa Catarina (Apaco), cerca de 500 famílias estão em vias de obter a certificação de produção orgânica na região Oeste. Com mercado consumidor em expansão, a produção ainda está aquém da demanda, mas a agregação de valor é garantida. “A agroecologia é uma saída para manter o agricultor no campo com qualidade de vida”, assegura.
Café colonial
O visitante pode tanto levar os alimentos para casa quanto consumir no local. Para isso foi montado um café colonial, coordenado pela Cooperativa da Produção Agroindustrial Familiar de Concórdia (Copafac). Salame, polenta na chapa, queijos, pães e doces, dentre muitas outras iguarias típicas da região são servidos no local. “É uma delícia, a comida é muito saborosa e saudável”, atesta a administradora Alina Furlanetto. A cooperativa está servindo cerca de 300 cafés por dia.
Uma casa típica de agricultores foi montada em um dos cantos do pavilhão pelas entidades que apoiam a agricultura familiar. Ali, um fogão a lenha esquenta a água do chimarrão para os visitantes e garante o pinhão assado na chapa. (Lisandrea Costa)

