Comunicação

Legislativo catarinense celebrou dia de solidariedade ao povo palestino


30/11/2011 - 15h16min

Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino

Sessão Especial em homenagem ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino

O Poder Legislativo celebrou, nesta terça-feira (29), o Dia
Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. A sessão especial,
de iniciativa da deputada Angela Albino (PCdoB), reuniu a comunidade
palestina radicada em Santa Catarina e contou com a presença do
embaixador da Palestina, Fawzi El-Mashni.

Na oportunidade, além do embaixador palestino, foram homenageados o
presidente do Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino,
Nildomar Freire; Sheikh Amim Karam, líder religioso árabe-palestino;
Khader Othman, líder comunitário dos palestinos em Santa Catarina; e
Hassan Ali Al Alsalamah. Em contrapartida, a representação da
Palestina homenageou os deputados Sargento Amauri Soares (PDT) e
Angela Albino, Ricardo Vieira, vereador de Florianópolis, Estela Maris
Cardoso e Silvia Grando, pela contribuição à “solidariedade entre o
povo brasileiro e o povo palestino”.

A deputada Angela Albino lamentou o gesto repetido das potências
imperialistas de negar o status de país à Palestina. Da mesma forma, a
parlamentar deplorou os assentamentos israelenses em áreas palestinas,
assim reconhecidas inclusive pelo Brasil. “A nação é uma categoria
histórica, todos os povos da terra caminham para um modo só, virá por
si mesmo”, afirmou Angela.

O líder religioso, Sheikh Amim Karam, lembrou que em 29 de novembro de
1947, há exatos 63 anos, a ONU dividiu o território palestino em
dois. “Em 1948 essa decisão foi posta em prática, mas em favor de um
lado só, do Estado de Israel, o povo palestino está sofrendo há seis
décadas”. O embaixador Fawzi El-Mashni afirmou que a divisão aconteceu
“para dar a maior parte para a menor parcela da população. Ele contou
que durante a perseguição nazifascista aos judeus na Europa, a
Palestina “também abriu as portas do país aos descendentes do velho
Abraão, pai dos profetas”. Mas, de acordo com o embaixador, aqueles
que inspiraram pena no mundo inteiro, “hoje estão praticando o
racismo”, que, se comparados, “o apartheid e o muro de Berlim são
fichinhas”.

Para o representante palestino, Israel, os EUA e aliados guiam-se pela
máxima “a força é o direito, o direito é a força”. Além disso, segundo
Fawzi, a maioria da comunidade internacional desconhece o sofrimento
do povo palestino. “As pessoas acham que são terroristas, um país
fora-da-lei que quer acabar com Israel. Mas nós não temos guerra nem
podemos fazê-la, queremos paz, queremos que Israel cumpra as
resoluções da ONU, queremos dizer para o mundo que nós temos
condições, queremos que nosso estado saia da lista de espera. Somos um
povo lutador e sofredor, que enfrenta dois impérios, um local, Israel,
e o outro global, os EUA, sozinhos, sem armas. Enquanto Israel tem 400
ogivas, os palestinos não têm um tanque”.

Fawzi argumentou que Israel é quem está “fora da lei, acima da lei”,
ao não cumprir as decisões da ONU. “Será que o povo palestino não tem
o direito de viver, amar, casar, andar livremente na sua própria
terra, construir um teto para sua família”, questionou. O embaixador
agradeceu a homenagem do Legislativo e a todos os catarinenses que
trabalham em prol da amizade e solidariedade entre palestinos e
brasileiros, bem como “a generosidade de Santa Catarina e do povo
desta terra tão querida e tão amada”.

Para Khader Othman, que representou a comunidade palestina
catarinense, a situação está mudando. “A China, Rússia, Índia, Brasil,
África do Sul e Irã têm visões distintas dos EUA e da União Europeia.
Há um novo equilíbrio”, declarou. Segundo Othman, diferentes
circunstâncias estão contribuindo para oscilar o pêndulo do poder
global. Ele citou as guerras de agressão, que resultaram em crise
econômica aguda nos EUA; a crise financeira na Europa, que exibe as
fragilidades do sistema financeiro; a Primavera Árabe, revoluções
cidadãs, contra ditadores e na busca de sociedades mais justas.

Mas o maior indício da mudança na correlação de forças, segundo
Othman, veio do “nervosismo dos EUA diante da atitude dos palestinos,
de reivindicar na ONU o reconhecimento do estado palestino, e a
repercussão da opinião pública mundial favorável à criação do estado”.
Participaram da audiência pública integrantes das comunidades
palestina e árabe, líderes partidários do PDT, PT, PCdoB e membros do
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino. (Vitor Santos)

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias