
A ideia de qualificar prefeitos e vereadores eleitos em Santa Catarina avança. Na tarde desta segunda-feira (17) o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC), desembargador Cesar Abreu, presidiu a terceira reunião do grupo responsável pela elaboração do projeto de qualificação. “Nosso trabalho não pode ficar apenas nas eleições, precisamos ir além e contribuir também para o fortalecimento das instituições como um todo e da classe política em particular”, declarou o presidente do TRE/SC, que conversou com a reportagem da Agência AL antes do início da reunião, realizada no prédio do tribunal, no centro da capital.
Segundo Cesar Abreu, a intenção é oferecer suporte técnico para que os novos fiscalizadores e administradores da coisa pública possam desempenhar bem as suas funções. “Ainda estamos discutindo uma ideia embrionária, mas queremos fechar a redação do projeto, constituir uma equipe, definir ações e estabelecer um cronograma de trabalho”, explicou Sérgio Manoel Martins, diretor-geral do TRE/SC.
Para o coordenador da Escola do Legislativo, Antoninho Tibúrcio Gonçalves, a preparação dos novos gestores é importante. “Será um curso de capacitação voltado para as demandas dos eleitos. Qual o papel do vereador, a importância da fiscalização, o que ele faz efetivamente. Também serão capacitados prefeitos, futuros secretários e assessores”, informou o coordenador da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira. “Quem vai ganhar é a população”, garantiu Antoninho.
Participaram do encontro representantes do Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas, Banco do Brasil, Tribunal de Justiça, Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Assembleia Legislativa, União dos Vereadores de Santa Catarina (Uvesc), Udesc e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Custos do projeto
Questionado sobre os custos do projeto, Cesar Abreu defendeu que cada instituição contribua de acordo com sua expertise. No caso da Assembleia, o projeto prevê o uso dos veículos de comunicação, principalmente TVAL e Radio AL. “Certamente haverá custos”, informou o diretor-geral do TRE/SC, que ponderou a necessidade de orçamento para viabilizar as ações. “Muitos parceiros poderão contribuir com a logística e profissionais para ministrar os cursos”, exemplificou Sérgio Martins.

