
Com objetivo de combater a violência no meio escolar, a Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, em parceria com o Ministério Público Estadual, realizou mais uma etapa do programa de Enfrentamento ao Bullying Escolar e Educação para a Cultura da Paz. As atividades aconteceram nesta terça-feira, 16, e lotaram o auditório da Casa Mãe Helena, em Forquilhinha, no Sul do estado.
Educadores, gestores escolares, médicos, estudantes, pais e autoridades reuniram-se para discutir o problema. O programa visa fomentar o debate sobre bullying escolar, ampliando o conhecimento sobre o tema e refletindo acerca das maneiras de prevenir sua prática, por meio de uma educação para a cultura da paz.
Segundo o secretário Municipal de Saúde, Rangel Loch, que sugeriu o evento na cidade, qualquer tipo de violência gera maior demanda para a saúde pública. Para ele, “prevenir o bullying é prevenir o atendimento em hospitais”.
O prefeito Vanderlei Alexandre comentou que já existe uma lei municipal que trata da prevenção do bullying nas escolas. Ele disse, porém, que qualquer forma de violência ou preconceito deve ser combatida em todas as áreas da sociedade e não apenas na educação.
A palestrante, Cléo Fante, vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre Bullying Escolar e autora de dois livros sobre o assunto, ressaltou a importância de qualificar os gestores educacionais. “Esse tipo de violência está cada vez mais frequente no cenário escolar e exige muita atenção para que os educadores evitem consequências desastrosas, uma vez que sua manifestação pode ser física ou psicológica.
De acordo com Fante, o bullying pode acontecer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho. Mas é no contexto escolar que mais é identificado. A palestrante destacou os prejuízos mais comuns às vítimas desse tipo de agressão, como a dificuldade no aprendizado, no desenvolvimento do processo de socialização e alteração na saúde mental. Os sintomas mais usuais são depressão, baixa autoestima, ansiedade e, por fim, abandono dos estudos.
Ainda nesta terça-feira, a partir das 19h, a Assembleia catarinense realiza mais uma etapa do Programa de Enfrentamento ao Bullying Escolar, desta vez no auditório da Escola de Educação Básica do município de Meleiro, também no Sul.(Patrícia Schneider de Amorim)

