Comunicação

Família Osaida é novo tema da campanha Adoção – Laços de Amor


10/06/2011 - 18h28min

Novo filme da campanha Adoção – Laços de Amor conta a história da família Osaida

Novo filme da campanha Adoção – Laços de Amor conta a história da família Osaida

Quem conversa com a estudante de Serviço Social Marli Teresinha Osaida, de 51 anos, sente o quanto ela é apaixonada pelo tema adoção. Casada com Nélio Teobaldo Osaida há 28 anos, mãe biológica de Thiago e André, 28 e 25 anos respectivamente, sempre desejou um terceiro filho. Ela e o marido optaram pela adoção há cerca de 10 anos. Porém, ao contrário do que acontece com a maioria dos casais, eles esperaram apenas quatro meses na fila do Cadastro Único Informatizado de Adoção e Abrigo de SC (Cuida).
“Nós passamos na frente de diversos casais, pois poucos estavam dispostos a adotar uma criança negra. Também não colocamos nenhum empecilho quanto à idade”. A única exigência, segundo Marli, é que fosse uma menina. E ela logo chegou. “Fernanda, com apenas 10 dias, foi um presente que Deus nos deu”, comemora.
A história da família Osaida será o tema do próximo filme da campanha Adoção – Laços de Amor, que irá ao ar na programação da RBS TV na primeira quinzena de junho. O objetivo da campanha é estimular a adoção de crianças que não se encaixam no perfil geralmente pretendido pelos casais, que é o de crianças com até três anos de idade, do sexo feminino, cor branca, sem problemas de saúde e sem irmãos (a serem adotados junto). Marli conta que não teve nenhuma dificuldade de adaptação com a criança. “Desde a chegada de Fernanda, já me senti a própria mãe, só faltou mesmo dor no seio”, brinca. Quase 10 anos se passaram e o convívio, segundo Marli, é perfeito. “A experiência nos mostra que o importante é construir uma família com carinho, dignidade, harmonia, equilíbrio e amor incondicional, independente da cor”, ensina.
Ela explica que muitos pais têm medo da adoção interracial por receio que a criança sofra preconceitos no futuro. Mas a experiência da família Osaida desmente esta teoria. “A Fernanda nunca manifestou qualquer problema quanto a isso”, afirma Marli.
Para Marli, a desconstrução do preconceito é um processo de amadurecimento nas pessoas. “O ser humano, independente da cor da pele e de ser filho biológico ou adotivo, precisa conviver num ambiente familiar com harmonia e equilíbrio espiritual”, recomenda.

A opinião de especialistas
O psicólogo e escritor Luiz Schettini – autor de vários livros sobre crianças adotadas – cita o desconhecimento e a excessiva expectativa por parte dos pais postulantes à adoção como principais entraves à integração de uma criança albergada. “Os pais não podem ser imediatistas, vislumbrando na criança a projeção das suas predisposições e desejos”.
Já a juíza da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Gaspar, Ana Paula Amaro da Silveira, afirma que a adoção não deve significar para o casal apenas a necessidade de fazer caridade. “Deve ser muito mais que isso, precisa representar a restituição de uma família, dando carinho, segurança, educação e acolhimento ao filho adotado”.

LINK PARA O FILME: http://www.youtube.com/AdocaoSantaCatarina#p/a/u/0/wijv5DPJ9Ik

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