Comunicação

Encontro Nacional dos Operadores discute nova política da Eletrosul


10/04/2012 - 20h35min

Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais – 6º Encontro Nacional dos Operadores do Sistema Elétrico

Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais – 6º Encontro Nacional dos Operadores do Sistema Elétrico

Durante todo o dia, operadores do setor elétrico de todo o país e lideranças sindicais participaram do 6º Encontro Nacional dos Operadores (ENOP), no Plenarinho Paulo Stuart Wright, que teve como objetivo discutir a automação da operação das instalações e as consequências para o setor.
Desde 2011, a Eletrosul – responsável pela transmissão da maior parte da energia elétrica para o Sul do Brasil – iniciou uma nova política de operação, que procura diminuir os custos da empresa por meio do telecontrole de usinas e subestações e, assim, reduz o número de operadores no controle das unidades. É o caso de Florianópolis e região metropolitana que, a partir de 11 de abril de 2012, terá todo o controle do abastecimento de energia gerenciado a partir de um único centro, em Blumenau.
“A implantação deste sistema na Eletrosul é um piloto da Eletrobrás que, a partir daqui, implantará esta nova política de operações no resto do Brasil. A importância deste debate é para que se faça um enfrentamento e se busque a valorização do ser humano”, apontou Fernando Pereira, secretário de energia da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).
Conforme Pereira, a ausência de um operador treinado pode acarretar em risco de demora no restabelecimento do sistema em caso de desligamento, podendo causar prejuízos à população. “Com a interligação do sistema, um problema em Santa Catarina pode acarretar problemas para todo o Brasil – como o apagão que aconteceu em 2003 – e assim, ao invés de diminuir os custos, estes serão aumentados”, afirmou o secretário.
Ele lembrou as promessas da presidente Dilma de não privatização e de suas críticas ao governo FHC e acredita que a substituição do homem pela máquina não deixa de fazer parte das políticas de privatização “pelas beiradas”.
O encontro contou com o apoio da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher, da Assembleia Legislativa, que tem como presidente a deputada Luciane Carminatti (PT). A parlamentar acredita que, com a renovação das concessões do sistema elétrico a ser enfrentada a partir de 2015, é extremamente importante debater o tema. “A energia é um assunto que envolve a sociedade brasileira em geral e deve ser levado ao conhecimento da população. O Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região (Sinergia) e a FNU estão de parabéns pela iniciativa e devem continuar o enfrentamento de um sistema que só trará prejuízos aos trabalhadores”, concluiu Luciane.
Atualmente, o centro de controle de Blumenau já opera, além da própria subestação, as subestações de Ilhota e Itajaí e, a partir do próximo dia 11, passará a operar também as subestações de Biguaçu, Palhoça, Desterro e Florianópolis. Todas elas com apenas três operadores no centro, o que gera sobrecarga de trabalho e aumenta o risco de erros operacionais. (Michelle Dias)

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