Comunicação

Encontro de Mulheres encerra com reflexão, debate e reivindicações


29/04/2011 - 17h49min

2º Encontro de Mulheres Parlamentares – Vereadora Silvana

2º Encontro de Mulheres Parlamentares – Vereadora Silvana

O II Encontro de Mulheres Parlamentares de Santa Catarina, realizado na Universidade do Alto Vale do Itajaí (Unidavi), em Rio do Sul, foi encerrado hoje (29), às 14 horas, com a elaboração de uma carta de compromissos. O documento reforçou as propostas da carta elaborada no primeiro encontro, em Chapecó, no ano passado, contemplando a consolidação dos direitos da mulher com o comprometimento do Estado. Também foi elaborada uma Carta de Reivindicações do Fórum das Mulheres Vereadoras da Associação das Câmaras Municipais do Oeste de Santa Catarina (Acamosc), abordando especificamente a falta de estrutura para combater a violência contra a mulher em Santa Catarina.

“Propomos que o governo do Estado crie espaços adequados, com equipe multidisciplinar composta por psicóloga, assistente social e apoio jurídico para humanizar o atendimento às vítimas de violência”, explicou a vereadora de Pinhalzinho, Silvana Batistti Bugnotto. O tema também foi debatido sob dois diferentes aspectos pela coordenadora do Fórum para Implantação da Lei Maria da Penha em Santa Catarina, Valéria Cabral Carvalho, e pela atriz e jornalista Marisa Naspolini.

Valéria afirmou que a proteção à mulher deve ser uma política de Estado e não de governo. “O Estado fica, os governos passam”. A palestrante lamentou a demora na construção de uma rede sócio-protetiva. “A Lei Maria da Penha só será efetivamente aplicada no Brasil se houver pressão da sociedade. Em um estado que não prioriza políticas públicas para as mulheres, em que se tem leis desde 2003 que obrigam a garantir casas de abrigo e estas leis permanecem mortas, só vejo a possibilidade de reverter esta situação com a articulação e mobilização dos movimentos sociais”, enfatizou Valéria.

Já a jornalista Marisa Naspolini propôs uma reflexão do tema por intermédio da análise da produção artística de vários países do mundo, como a literatura, o teatro e o cinema. O foco de sua apresentação foi o estupro, pelo fato de ser considerado por Marisa como “a forma mais sórdida, mais invasiva e mais marcante de violência contra a mulher”. A palestrante terminou o debate propondo uma mudança silenciosa na relação homem e mulher na sociedade atual. “Uma mudança que comece no interior dos lares, na educação dos filhos e na convivência com os parceiros. Sou pela soma, pela consciência e pela conciliação”, propôs.

Em clima de descontração, o evento terminou com a palestra da pedagoga Clarice Leal, pós-graduada em Recursos Humanos. A motivadora convidou os participantes a usar a cabeça, o coração e a coragem para alcançar a realização pessoal. “Com a cabeça formamos nosso protagonismo, com o coração continuamos sensíveis e maravilhosas, como são as mulheres, e com a coragem administramos os desafios”, concluiu Clarice. (Rossana Espezin)

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias