
Os efeitos da estiagem, principalmente no grande Oeste, serão sentidos até meados de junho. Esta é previsão do secretário de Estado da Defesa Civil, Geraldo Althoff, e foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia Cidadão, da Rádio Alesc, que vai ao ar quinta-feira (12), às 8h30min.
A estiagem tem sido assunto constante nos pronunciamentos dos parlamentares. Dirceu Dresch (PT) destacou a força e a extensão da seca. “A previsão não é nada animadora, não tem chuva no curto prazo. Municípios como Pinhalzinho estão transportando toda água que a cidade consome. O custo é muito alto”, lamentou. Segundo o líder do PT, atualmente a taxa de risco de investimentos agrícolas no território catarinense é de 30%. “É um risco muito alto”, afirmou.
Para José Milton Scheffer (PP) é preciso mais empenho do Estado e da União no atendimento às vítimas da seca. “Hoje, por exemplo, temos uma descapitalização do setor agrícola do Oeste, justamente pelos problemas causados pela falta de chuva”, ponderou Scheffer.
Padre Pedro Baldissera (PT) profetizou a diminuição das águas superficiais e o comprometimento das águas subterrâneas. “Muitas fontes desapareceram e as águas superficiais estão diminuindo. É preciso cuidado. A acentuada perfuração de poços artesianos está comprometendo a qualidade do Aquífero Guarani”, alertou. Na mesma linha, o deputado Neodi Saretta (PT) afirmou que apenas 0,008% da água disponível no mundo é potável, “e que boa parte já está contaminada”. Saretta cobrou ações emergenciais e estruturantes para o armazenamento de água, como a construção de cisternas.
Conforme dados da Secretaria de Estado da Defesa Civil, 120 municípios decretaram situação de emergência devido à estiagem e mais de 662 mil pessoas foram afetadas. Com o entendimento de que as secas são uma tendência, Althoff anunciou que está sendo elaborado um plano de ações de caráter preventivo de médio e longo prazos para as regiões Oeste, Meio Oeste e Extremo Oeste. (Vitor Santos)

