
A deputada Angela Albino (PCdoB) visitou, na tarde desta segunda-feira (5), a sede da Associação Catarinense para Integração do Cego (ACIC), na Capital. Assim como qualquer entidade beneficente que sobrevive com o repasse de dinheiro do governo e doações, a ACIC enfrente dificuldades financeiras para manter os projetos de atendimento a crianças, jovens e adultos portadores de deficiência visual ou cegueira.
O presidente da ACIC, Jairo da Silva, afirma que o maior desafio, atualmente, é obter recursos para colocar novamente em operação o chamado Centro de Hospedagem para abrigar pessoas que vêm do interior do Estado para tratamento em Florianópolis.
O Centro foi inaugurado em 2007, funcionou por um ano e meio e foi fechado por falta de verbas para manutenção e contratação de pessoal. Com isso, os quartos que poderiam ser utilizado estão fechados, sem uso, deixando pelo menos 240 pessoas que moram fora da Capital sem possibilidade de atendimento, já que elas não dispõem de recursos para hospedagem.
Com 34 anos de história, a ACIC é referência no atendimento de portadores de problemas no sistema ocular. Mesmo assim, o projeto é mantido com muita dificuldade pelos voluntários, já que o repasse de verbas não tem sido suficiente para arcar com despesas de manutenção da área de mais de seis mil metros quadrados da entidade e também para o pagamento de profissionais que atuam na nos cursos e oficinas voltados à integração dos cegos e demais deficientes visuais.
Atualmente, mais de 200 pessoas de quatro meses a 84 anos de idade são atendidas pela ACIC. A deputada Angela Albino afirmou que a busca de recursos para a ativação do Centro de Hospedagem é deve ser uma luta de todos. A parlamentar convidou a diretoria da Associação para levar à tribuna da Assembleia os problemas da entidade.
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