Comunicação

Deputado gaúcho Mano Changes abre seminário


02/03/2012 - 21h00min

Abertura do Seminário ?Drogas por quê? Desafios para a educação?

Abertura do Seminário ?Drogas por quê? Desafios para a educação?

O seminário “Drogas Por Quê? Desafios para a Educação” teve início na manhã desta sexta-feira (02) na Assembleia Legislativa com palestra do deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, Mano Changes (PP). Com o tema “Diga não ao crack. Esse barato sai caro”, o parlamentar abordou o problema sob a ótica da prevenção, combate, tratamento e reinserção social.
O evento, promovido pela Fundação Milton Campos, tem como o objetivo qualificar professores, gestores escolares, agentes de saúde e assistentes sociais. “O uso de entorpecentes tem um custo social incrível, o que foi determinante para escolhemos o tema como nossa prioridade número um. A partir desta definição reunimos uma série de especialistas, que percorrerão todo o país para uma série de seminários”, disse o presidente da instituição mantida pelo Partido Progressista (PP), Francisco Turra.
O Paraná foi o primeiro estado a receber o evento, ainda em 2011. A etapa catarinense se encerra em Florianópolis, após percorrer as cidades de Chapecó, Araranguá e Itajaí. “Ao todo foram qualificados cerca de 1200 profissionais e distribuídas 53 mil cartilhas em Santa Catarina, estado que possui um dos índices de uso de drogas mais altos do país”, acrescentou Turra.
Representando o Parlamento catarinense, apoiador do seminário, o deputado Joares Ponticelli (PP) destacou a importância do debate, que propicia a vinda de especialistas e a troca de experiências sobre o tema. “O avanço das drogas é um problema real e precisa ser enfrentado permanentemente. E a Assembleia Legislativa tem feito a sua parte, orientando a sociedade e viabilizando a formação de multiplicadores”, disse.

Saber se comunicar
Em sua palestra, intitulada “Diga não ao crack. Esse barato sai caro”, Mano Changes afirmou que muitas informações divulgadas sobre o crack são falsas e acabam deixando os jovens, público considerado mais vulnerável às drogas, com ainda mais dúvidas sobre o tema. “O assunto é pesado e precisa ser tratado com dinamismo e informações precisas. Temos que ter muito cuidado com o que dissermos, pois o crack não causa euforia e prazer, mas sim depressão e devastação física”, frisou.
O parlamentar, que já visitou mais de 300 escolas levando sua mensagem contra as drogas, desmistificou ainda a ideia de que o crack seja um produto barato. “Uma pedra de crack pode custar R$ 5, mas os usuários chegam a usar 30 unidades por dia. Em um mês os gastos com a droga podem chegar a R$ 4.500”, disse.
Mano Changes, que atua também como vocalista da banda gaúcha Comunidade Nin-Jitsu, ressaltou a necessidade de professores e familiares saberem se comunicar com jovens. Em suas palestras, o parlamentar utiliza o Rap como ferramenta de transmissão de informações. “A capacitação dos orientadores tem que ser constante, pois o avanço das drogas também é rápido. Cabe a todos nós aprender o máximo e saber passar esse conteúdo de uma forma atrativa, pois só assim poderemos causar uma mudança comportamental”, disse.
Participaram ainda a presidente da Fundação Nacional Mulher Progressista, Maria Elizabeth Tiscoski, os vereadores do município de Florianópolis, Aurélio Valente e João Amin, o secretário da Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, o prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, o coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), Ten. Cel. Giovanni Pacheco, o presidente do Lar Recanto da Esperança, padre Luiz Prim, a representante do Conselho Estadual de Entorpecentes, Maria de Fátima Silveira, e a psicóloga Vera Da Ros. (Alexandre Back)

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