Comunicação

Catarinenses são eleitos para a diretoria da UPM


10/06/2011 - 20h30min

Deputado Gilmar Knaesel (PSDB) – Plenário Osni Régis – Sessão Ordinária

Deputado Gilmar Knaesel (PSDB) – Plenário Osni Régis – Sessão Ordinária

Sete deputados estaduais catarinenses integram a nova diretoria da União Parlamentar do Mercosul (UPM), eleita na última quinta-feira (9), em Buenos Aires. O deputado Gilmar Knaesel (PSDB) assume a presidência da entidade, enquanto o deputado Elizeu Mattos (PMDB) fica com a vice-presidência pelo Brasil. Já o deputado Joares Ponticelli (PP) é o segundo tesoureiro e representante do Brasil junto à Confederação Parlamentar das Américas. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gelson Merisio (DEM), também foi eleito como membro da diretoria da UPM. O deputado Kennedy Nunes (PP) fica com a presidência da Comissão de Relações Institucionais e de Fronteira, o deputado Dado Cherem (PSDB) com a Comissão de Saúde e o deputado Edson Andrino (PMDB) compõe o Conselho Fiscal.
A UPM integra legisladores regionais dos países do Mercosul, do Chile e da Venezuela. Além da eleição da nova diretoria, a reunião de Buenos Aires teve como pauta o fortalecimento da integração entre os países membros e a busca de soluções para entraves comerciais e questões fronteiriças entre Brasil e Argentina. Com esse objetivo, os deputados reunidos produziram um documento intitulado Carta de Buenos Aires, que propõe três ações básicas para pôr fim aos embargos comerciais entre Brasil e Argentina.
A Carta de Buenos Aires pede o cumprimento dos preceitos estabelecidos nos tratados de criação do Mercosul e a mobilização da sociedade, através dos líderes dos países que integram o bloco, para a estruturação de um mercado forte, sem ameaça de crises sociais. Um terceiro ponto previsto no documento é a cobrança de ações efetivas pelo Parlamento do Mercosul diante da crise, bem como das autoridades econômicas dos países que compõem o bloco.
Na avaliação do deputado Elizeu Mattos, “há necessidade de um diálogo maior. O fortalecimento do bloco é o sucesso da economia do Conesul. Não é criando dificuldades que vamos fazer a integração que desejamos com os países irmãos”. Eles defendem que não sejam criadas mais barreiras, mas eliminadas as barreiras existentes. Conforme Mattos, a Carta de Buenos Aires será encaminhada aos governos e aos parlamentos do Mercosul, na expectativa de que a integração aconteça na prática.

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