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Balanço do dia


27/03/2012 - 20h05min

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Os problemas do SC Saúde marcaram os debates legislativos na tarde desta terça-feira (27). A deputada Ana Paula Lima (PT) afirmou que os servidores do estado enfrentam graves problemas por causa do mau funcionamento do SC Saúde. “Faltam profissionais médicos, principalmente especialistas”, informou.
A parlamentar lembrou que o Ministério Público instaurou inquérito para apurar o processo de credenciamento dos médicos e as condições de prestação dos serviços. Ela afirmou que tentou discutir os problemas com o secretário de Saúde, Dalmo Claro de Oliveira: “esse problema não é comigo, é com o secretário de Administração”, respondeu-lhe o secretário. Ana Paula fez um apelo ao Executivo, para que proporcione ao servidor público um sistema adequado.
O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) afirmou, indignado, que os servidores pagam 4,5% do salário para o SC Saúde e não têm acesso aos serviços. Para Soares, o problema está no interesse corporativo dos médicos em torno da taxa de administração, de R$ 21 por servidor. “Está uma grande desorganização”, denunciou.

Coordenadoria da Juventude
Altair Guidi (PPS) criticou a inação da Coordenadoria Estadual da Juventude, que “não consegue mobilizar e unir os segmentos jovens”. Segundo Guidi, a coordenadoria “não tem justificado a sua existência”. Ele sugeriu que sejam convocados os jovens de todos os partidos para discutir um programa de ação.

Qualidade do ensino
Guidi alertou para o ufanismo em torno dos “resultados fantásticos” da educação catarinense. “Não deixa de ser verdade, se comparados com outros estados, mas comparando com outros países estamos muito longe”. Para Guidi, o problema está na qualidade da educação e na sua adequação às exigências de “um mundo complexo”. O parlamentar deplorou o fato do ensino brasileiro estar abaixo do nível da educação paraguaia. “Só ganhamos do Haiti”.
Ana Paula defendeu melhor remuneração para o professor como o caminho mais seguro para atingir melhores índices educacionais. “Valorizar os professores para que possam se capacitar. Queremos que o governo cumpra a lei nacional do piso”, reivindicou.

Banco de sementes crioulas
Padre Pedro Baldissera (PT) comunicou que vai protocolar novamente projeto de lei instituindo o banco de sementes crioulas. De acordo com o parlamentar, a matéria já foi aprovada no passado, mas vetada pelo Executivo. “Esperamos que desta vez o projeto possa ser assumido pelo atual governo, para que seja implementada uma política de bancos de sementes crioulas nas regiões”, afirmou.

Cresol
Dirceu Dresch, líder da bancada do PT, destacou a importância do cooperativismo de crédito. Segundo o parlamentar, a Cresol, que atua no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, atende mais de 110 mil agricultores e congrega cerca de 65 cooperativas. Dresch afirmou que pela Cresol circulam cerca de R$ 1,3 bilhão, dos quais R$ 443 milhões do Pronaf Investimento e R$ 365 milhões do Pronaf Custeio.

Pronacampo
Dresch também ressaltou a criação, pelo governo federal, do Pronacampo, cujos recursos serão utilizados na melhoria da educação no campo. De acordo com o deputado, o programa atingirá 76 mil escolas rurais, 6,2 milhões de alunos, 342 mil professores, com foco na gestão de práticas pedagógicas, educação para jovens e adultos, além do ensino técnico. “O meio rural precisa de uma estratégia de formação técnica, além da formação dos professores”, defendeu o líder do PT.

Formação profissional dos deficientes
Neodi Saretta (PT) informou que apresentou à apreciação dos colegas projeto de lei que dispõe sobre a formação profissional das pessoas com deficiências intelectuais. “Elas precisam de atenção especial”, argumentou Saretta.

46 anos do PMDB
Edison Andrino (PMDB) lembrou da tribuna a passagem de 46 anos de fundação do MDB. “Em 1966 criaram dois partidos, a Arena e o MDB, para dizer que no Brasil existia democracia. Mas era como grama de jardim, tinha o direito de viver, mas não de crescer. Quando crescia, vinham os atos de força para impossibilitar o crescimento”, recordou Andrino.
O parlamentar homenageou alguns dos fundadores do partido, como Aloisio Piazza, Saulo Vieira, Roberto Mota, Nelson Wedekin, Djandir Dalpasquale, Iraí Zílio, Cid Pedroso, Jaison Barreto e Pedro Ivo. “O PMDB foi feito com gente que engradeceu e dignificou o antigo MDB”, afirmou.
Moacir Sopelsa (PMDB), vice-presidente da Casa, citou a liderança dos ex-governadores e atuais senadores Luiz Henrique da Silveira e Casildo Maldaner. Carlos Chiodini (PMDB) falou sobre a importância da militância, “as pessoas que constroem na base”.
Já o deputado Aldo Schneider (PMDB) afirmou que o partido possui o maior número de filiados, de prefeitos, de vereadores, além da maior representação no Congresso Nacional. Aldo citou a liderança do ex-deputado Ulysses Guimarães, a campanha das Diretas Já e a Constituinte de 1988 como marcas indeléveis do PMDB na história recente do país.

Participação política
Serafim Venzon (PSDB) argumentou que a evolução da sociedade brasileira “se deve muito à participação política das pessoas”. O parlamentar convocou aqueles cidadãos que obtiveram sucesso nas lides comunitárias para militar na política. “Se a política não está melhor é porque os bons estão do lado de fora”, ponderou Venzon. (Vitor Santos)

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