Comunicação

Balanço da tarde


24/04/2012 - 21h15min

Deputado Manoel Motta (PMDB)

Deputado Manoel Motta (PMDB)

Kennedy Nunes (PSD) destacou a visita de lideranças empresariais e políticas de Joinville ao Legislativo, para pedir apoio dos parlamentares à continuidade das atividades dos bombeiros voluntários daquela cidade. “Todos vieram aqui dizer uma coisa: não abrimos mão do trabalho do corpo de bombeiros voluntários”, afirmou. Kennedy defendeu o arbítrio do município para escolher quem realiza as fiscalizações prévias das construções, se bombeiro voluntário ou militar.
O parlamentar também criticou “aqueles que colocam em dúvida o trabalho sério e honesto dos bombeiros voluntários, bem como o preparo técnico dos profissionais que fazem a vistoria”. Darci de Matos (PSD) também abordou o assunto e declarou que Joinville “veio ao Parlamento pedir socorro, para manter as portas abertas do Corpo de Bombeiros Voluntários, que faz parte da história da cidade”.
Para Darci, a corporação está sendo provocada. “Os bombeiros de Joinville não receberam um centavo do governo estadual em 2012”, afirmou. De acordo com o deputado, os bombeiros voluntários de todo o estado recebem cerca de R$ 2 milhões por ano para atender mais de um terço dos municípios, enquanto os bombeiros militares consomem cerca de R$ 129 milhões por ano para atender os outros dois terços. “Não vamos permitir que os bombeiros militares se instalem em Joinville, para cobrar R$ 0,47 por m2 das nossas empresas”, declarou.
Reno Caramori (PP) afirmou que os bombeiros militares e os voluntários devem atuar em igualdade de condições. Reno lembrou que o governador Raimundo Colombo deu sinal verde para acertar a situação e acabar com a guerra entre as corporações. Já o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) lamentou o uso do argumento do custeio e afirmou que o povo de Joinville banca os custos do corpo de bombeiros local. Soares anunciou que a CCJ definiu a data de 8 de maio para votar a PEC 1/12, que trata da matéria. “Ou se acorda em torno da proposta do MP ou se vota na CCJ a PEC”, finalizou Soares.

Recursos da União em SC
Ana Paula Lima (PT) destacou a assinatura de contratos entre a Casan, o Ministério das Cidades e a CEF, totalizando mais de R$ 400 milhões para investimentos em saneamento. Segundo a deputada, os investimentos da União em captação de água e tratamento de esgoto no estado somam agora mais de R$ 2 bilhões.
Além disso, Ana Paula ressaltou o financiamento, pelo BNDES, do programa Caminhos da Modernidade. Serão R$ 611 milhões para recuperação de rodovias estaduais e prevenção de desastres naturais. Ana Paula cobrou a inclusão da rodovia Jorge Lacerda no programa.

Critérios políticos
Altair Guidi (PPS) criticou a nomeação dos dirigentes educacionais mediante critérios políticos e defendeu a possibilidade de demissão do mau professor. Guidi citou pesquisa publicada nos EUA que constatou que frequentar aulas de um mau professor por três anos equivale a faltar 40% das aulas.

46 anos do PMDB
Aldo Schneider (PMDB) destacou a passagem de 46 anos de fundação do MDB, “a mais longeva instituição política e o maior partido brasileiro”. Aldo afirmou que o MDB surgiu à época da ditadura com os políticos que se opunham a ela. “Somos um partido que já foi marcado a ferro e fogo, o berço das oposições, que derrotou o regime e construiu a democracia”, argumentou.
Os deputados Moacir Sopelsa (PMDB), Manoel Mota (PMDB), Elizeu Mattos (PMDB) e Edison Andrino (PMDB) se revezaram no microfone de apartes celebrando a memória dos catarinenses que fundaram e conduziram os destinos do partido. Ana Paula Lima, Dado Cherem (PSDB) e Dirceu Dresch (PT) também parabenizaram os peemedebistas.

Intransigente e autoritário
Luciana Carminatti (PT) lamentou a postura “intransigente e autoritária” do secretário da Educação, Eduardo Deschamps, que “declarou guerra ao magistério”. Para a deputada, não há outro caminho possível para acabar com a greve senão a retomada do diálogo.
Carminatti denunciou que os diretores de escolas foram ameaçados de perderem os cargos caso façam “vistas grossas” para os grevistas. “A quem os diretores servem, aos interesses do governo ou da comunidade?”, questionou a deputada, que acusou o governo de interromper o diálogo. “Não importa se são 500 ou 50 mil em greve, é preciso respeitar as instâncias coletivas”, declarou Carminatti.
Dirceu Dresch (PT) enfatizou que a bancada do PT apoia a decisão do Sinte. “Respeitamos a decisão”, afirmou, acrescentando que “o Parlamento é o espaço da interlocução e que por isso precisa se posicionar sobre a greve”.

Solon d’Eça Neves
Nilson Gonçalves (PSDB), que presidiu a sessão, lamentou a morte do desembargador presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Solon d’Eça Neves. Dado Cherem (PSDB) afirmou que “o ilustre juiz dignificou a Justiça” e enviou condolências à família e ao Tribunal de Justiça. (Vitor Santos)

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