
Uma planta industrial da Seara Alimentos, localizada em Itapiranga, no Extremo Oeste catarinense, foi o primeiro frigorífico catarinense a receber o certificado de compartimentação, que atesta a adoção de um avançado controle sanitário. O certificado foi entregue pela Superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na manhã desta segunda-feira (26), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).
A compartimentação consiste na estruturação da produção em compartimentos que mapeiam e isolam plantas e estruturas de granjas. É um sistema de produção fechado, no qual o frango deve nascer, crescer e ser abatido dentro da unidade geográfica. O compartimento formado no Extremo Oeste engloba 28 municípios.
De acordo com a superintendente do Mapa em Santa Catarina, Uéllen Colatto, o certificado “atesta um avanço em termos de estrutura de responsabilidade por parte de uma empresa no estado de Santa Catarina, algo surpreendente e pioneiro”. Como a certificação tem reconhecimento internacional, em caso de ocorrência de algum surto, a planta industrial certificada seria tratada de maneira diferenciada, o que evitaria impacto nas exportações.
“A entrega do certificado comprova que temos uma produção de qualidade, com sanidade. Santa Catarina já se destaca no cenário nacional e internacional com vários certificados. Este é mais um certificado de grande importância porque você traz o nível de segurança para um patamar bem mais alto”, disse o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ricardo de Gouveia. Ele explicou que, em caso de ocorrência de algum tipo de doença, a região que faz parte do compartimento pode ser isolada e continuar fornecendo alimentos.
O deputado Moacir Sopelsa (MDB), ex-secretário de Agricultura, comemorou a conquista catarinense. “Sem dúvida, é o caminho para mantermos e nos firmarmos cada vez mais nos mercados internacionais.” Ele acrescentou que Santa Catarina, segundo maior produtor de aves do país, tem uma dependência muito grande das exportações (mais de 70% do total produzido é exportado). “Esse circuito fechado, onde são rastreadas todas as aves produzidas, nos dá mais segurança. Precisamos caminhar mais nessa direção, fechar outros compartimentos com as demais indústrias da região”, sugeriu.

