
Um avanço para as obras de infraestrutura do aeroporto Serafim Bertaso foi a avaliação da deputada Luciane Carminati (PT) após a audiência pública realizada ontem (7), em Chapecó, promovida pela Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa. O encontro reuniu autoridades locais, empresários e representantes de diversos segmentos da comunidade que elencaram propostas para as obras que já estão em andamento visando agilizar a liberação do aeroporto, fechado há 16 dias por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Dentre as sugestões acolhidas para o projeto de modernização e ampliação do aeroporto, o monitoramento das obras, a necessidade de uma gestão mais profissionalizada e a viabilidade de um Plano Diretor que envolva todo o entorno do aeroporto foram apontadas como prioridade para que se possa estrategicamente planejar o crescimento da cidade e a demanda do Serafim Bertaso para os próximos 50 anos, com a segurança de operar sem restrições. Diante das colocações apresentadas, Luciane informou que um documento será encaminhado às três esferas de governo com o relatório desta reunião. “A partir deste encontro, nós parlamentares estaduais e federais, em especial os representantes da região Oeste no Parlamento catarinense, estaremos acompanhando as obras e projetos em andamento”, ressaltou.
Atualmente mantido pela prefeitura de Chapecó, o aeroporto atende uma região de 330 municípios com mais de 2 milhões de habitantes, porém a despesa de R$ 130 mil/mês preocupa a administração municipal. Na visão do prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori (PP), não cabe ao município pagar esta conta. “O aeroporto Serafim Bertaso deveria estar sendo administrado pela Infraero, ou o governo federal nos autorize a fazer a concessão do serviço de exploração aeroportuária, afinal se trata de um aeroporto regional com um movimento mensal de aproximadamente 23 mil passageiros”, salientou. Segundo Caramori, o aeroporto deve permanecer interditado até o início de julho para reconstrução da pista que está degenerada e sem condições de receber maior porte. “Neste primeiro momento estão sendo gatos mais de R$ 10 milhões, sendo R$ 9 milhões do governo estadual e R$ 2,6 da administração municipal. Após esta etapa um novo terminal de passageiros, orçado em R$ 85 milhões, deverá ser projetado”, frisou.
Atento aos questionamentos, o secretário de Estado de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, assegurou que o governo do estado está empenhado em conseguir os recursos necessários para obra do novo terminal. De acordo com o secretário, o projeto do novo aeroporto de Chapecó, realizado em parceria entre a prefeitura municipal e a Secretaria Estadual de Infraestrutura, terá mais de 122 mil metros de área destinados a espaços de manobras, estacionamentos de aeronaves, embarque e desembarque de passageiros e terminal de cargas, visando atender as determinações e normas de segurança da ANAC. Conforme o secretário, o governo está otimista em transformar o aeroporto Serafim Bertaso no melhor aeroporto do interior do sul do Brasil. “Nos últimos anos o aeroporto teve um crescimento vertiginoso, saltando de mil passageiros/mês em 2005, para 25 mil passageiros/mês em 2012. De dois voos regulares em 2004 passou para 11 voos em 2012, sendo um dos maiores crescimentos do Brasil, interligando Chapecó com as principais cidades brasileiras”, informou.
Presente na audiência, Maurício Zolet, presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), declarou estar preocupado com o andamento da obra, uma vez que o aeroporto tem uma representatividade muito grande para o desenvolvimento econômico da região Oeste. Segundo ela, para que Chapecó possa continuar crescendo é preciso um aeroporto com uma gestão profissionalizada, com pessoas qualificadas para que o Serafim Bertaso possa ser bem gerido. “Com a movimentação de 25 mil passageiros e pelo polo econômico que se tornou, Chapecó tem a capacidade de ser o maior aeroporto do sul do país”, destacou. (Tatiani Magalhães)

