
Segundo maior produtor de vinhos no país, Santa Catarina quer ser reconhecida também pela qualidade do produto. Para promover a atividade, que movimenta a economia do estado, foi realizado na noite de quarta-feira (1º), no hall do Palácio Barriga Verde, ato solene com a participação de parlamentares, lideranças estaduais e municipais e vitivinicultores. A iniciativa foi do deputado Padre Pedro Baldissera (PT) e marca a passagem do Dia do Vinho, instituído, através da Lei 14.711/09, de sua autoria. A solenidade foi seguida por uma degustação de vinhos e sucos de uva produzidos pelas 23 vinícolas catarinenses ali representadas.
Segundo o Sindicato das Indústrias do Vinho de Santa Catarina (Sindivinho), o cultivo da uva está espalhado por 4.800 hectares do território catarinense, espalhados por todas as regiões do estado. Do montante anual de 40 mil toneladas da fruta, são produzidos 20 milhões de litros de vinho, além de sucos e geleias.
Presidente do Sindivinho, Celso Panceri ressaltou que a qualidade dos vinhos catarinenses já está consolidada em mercados exigentes como Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos e República Tcheca, para onde são exportados, mas ainda é pouco conhecida dentro do próprio estado. “Já ganhamos medalhas de ouro na França e Argentina, mas ainda falta o reconhecimento local. Importamos anualmente 10 milhões de garrafas da bebida, quando a produção local poderia suprir esta demanda”, disse.
Papel social
Para deputado Padre Pedro, eventos como o Dia do Vinho, já celebrado em países como França e Espanha e mesmo no vizinho estado do Rio Grande do Sul, contribuirão para dar mais visibilidade aos produtos catarinenses, impulsionando o consumo responsável e o chamado “enoturismo”, ligado a gastronomia.
O parlamentar destacou ainda o papel social do segmento, formado em sua maioria por pequenos produtores e que envolve cerca de 2.500 famílias no cultivo da uva. “O momento é muito significativo para toda a sociedade catarinense, que tem muito a ganhar com o incremento da vitivinicultura”, disse.
Na mesma linha, o presidente da Cooperativa de Crédito Rural de Tangará (Cresol), uma das organizadoras do evento, Antonio Luiz Vian, citou os benefícios econômicos gerados pelo setor, principalmente para os pequenos municípios. “Mais do que vinho, vamos exportar o trabalho e a dedicação de centenas de trabalhadores que dependem exclusivamente do cultivo da uva”.
Padre Pedro citou ainda medidas para o fortalecimento do setor, como a inclusão do suco de uva na merenda escolar, já adotada em alguns municípios catarinenses, e a concessão de benefícios fiscais para a cadeia produtiva do vinho. Esta última faz parte de um projeto de lei, de sua autoria, que tramita no Parlamento catarinense.
Participaram também do ato comemorativo os deputados Moacir Sopelsa (PMDB), Joares Ponticelli (PP), Dirceu Dresch (PT) e Luciane Carminatti (PT), o diretor geral da SDR da Grande Florianópolis, Flávio Boemcke Bernardes, o prefeito de Pinheiro Preto, Euzébio Calisto Vieceli, o prefeito de Tangará, Robens Rech, o secretário de Agricultura de Pinheiro Preto, Aldir Rech, o secretário de Turismo e Eventos de Tangará, Roberto Bohnenberger, o secretário de Cultura e Tursimo de Nova Trento, Eluísio Antônio Voltolini, o vereador do município de Tangará, Valmor Vivian, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro de Formação de Condutores de SC, Adalto Galvão Paes Neto, o superintendente da Conab/SC, Sione Lauro de Souza, o presidente do Sindicato Rural de Tangará e representante da Faesc na câmara setorial de uva e vinha, Gilson Panceri. (Alexandre Back)

