
“Toda violência deixa marcas. Nem todas são visíveis.” Este é o slogan da ação lançada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), por meio da Diretoria de Comunicação, em alusão ao Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
A iniciativa reafirma o compromisso institucional do Parlamento com a promoção de uma cultura de respeito, igualdade e acolhimento, convidando todos os servidores a refletirem sobre o papel de cada um na prevenção da violência de gênero e na construção de um ambiente de trabalho cada vez mais seguro, humano e inclusivo.
Mais do que marcar uma data no calendário, a ação busca conscientizar que a violência contra a mulher nem sempre deixa marcas físicas. Muitas vezes, ela se manifesta por meio de atitudes sutis, silenciosas e repetitivas, capazes de comprometer a dignidade, a autoestima e o desenvolvimento profissional das mulheres.
Violências que passam despercebidas
O ambiente de trabalho deve ser um espaço de convivência, colaboração e respeito. No entanto, comportamentos aparentemente simples podem reproduzir desigualdades e gerar impactos profundos.
- interromper repetidamente uma colega durante reuniões;
- desconsiderar suas ideias até que sejam apresentadas por outra pessoa;
- fazer comentários sobre aparência em vez de reconhecer competências;
- utilizar piadas, comentários ou insinuações machistas;
- presumir menor capacidade técnica em razão do gênero;
- excluir mulheres de decisões, reuniões ou oportunidades de desenvolvimento.
Essas atitudes são conhecidas como microagressões. Isoladamente podem parecer pequenas, mas, quando recorrentes, criam ambientes hostis, reduzem o sentimento de pertencimento e comprometem a confiança, o bem-estar e o desempenho profissional.
O acolhimento pode mudar uma história
Quando uma mulher decide relatar uma situação de violência, geralmente está vivendo um momento de extrema vulnerabilidade. A maneira como ela é recebida pode influenciar diretamente sua decisão de buscar ajuda e romper o ciclo da violência.
Por isso, a ação orienta que o acolhimento seja baseado em atitudes simples, mas fundamentais:
Acolher não significa resolver o problema, mas oferecer escuta qualificada, respeito e orientação. Muitas vezes, isso representa o primeiro passo para que a vítima encontre proteção.
Uma responsabilidade compartilhada
A iniciativa também reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher não depende apenas das leis ou das instituições especializadas. Ele começa nas relações do dia a dia.
- tratando colegas com respeito e igualdade;
- evitando comentários e brincadeiras que reforcem estereótipos de gênero;
- ouvindo relatos de violência sem minimizar a situação;
- posicionando-se diante de atitudes desrespeitosas;
- incentivando a busca por apoio especializado;
- colaborando para um ambiente acolhedor, seguro e inclusivo.
Ser aliado significa contribuir para que nenhuma mulher enfrente a violência sozinha.
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina disponibiliza estruturas permanentes de acolhimento, orientação e fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Procuradoria Especial da Mulher
A Procuradoria Especial da Mulher atua na defesa dos direitos das mulheres, no enfrentamento à violência e à discriminação, além de receber, orientar e encaminhar denúncias aos órgãos competentes.
Também promove campanhas educativas e ações voltadas ao fortalecimento da participação feminina.
Contato
- ☎️ (48) 3221-2885
- 📱 WhatsApp: (48) 99995-0959
- ✉️ procuradoriadamulheralesc@gmail.com
Observatório da Violência Contra a Mulher (OVM)
O Observatório da Violência Contra a Mulher reúne e analisa dados sobre a violência de gênero em Santa Catarina, produz estudos, disponibiliza informações qualificadas e fortalece a formulação de políticas públicas.
A plataforma também reúne informações sobre a rede estadual de atendimento e proteção às mulheres.
Contato
- ☎️ (48) 3221-2777
- ✉️ ovmulhersc@gmail.com
Um convite à reflexão
Ao lançar esta iniciativa durante o Agosto Lilás, a Alesc convida a reflexão e reforça que combater a violência contra a mulher também significa transformar comportamentos, fortalecer o respeito nas relações cotidianas e promover uma cultura institucional baseada na dignidade e na igualdade.
Reconhecer os sinais, acolher sem julgar e orientar quem precisa de ajuda são atitudes que podem fazer toda a diferença. Afinal, acolher também é uma forma de cuidar.
ALESC EXPLICA
É o mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, com ações voltadas à informação, prevenção, acolhimento e divulgação dos direitos das vítimas.
São comportamentos, comentários ou atitudes sutis que podem reproduzir preconceitos e desigualdades. Quando recorrentes, podem criar ambientes hostis e afetar o bem-estar de quem os sofre.
Significa oferecer escuta sem julgamentos, respeitar seu tempo, preservar a confidencialidade e orientar sobre a rede de apoio disponível.
A Procuradoria Especial da Mulher oferece acolhimento e orientação, enquanto o Observatório da Violência Contra a Mulher reúne dados e informações sobre a rede de proteção.

