
Nesta segunda-feira (06) o município de Garopaba recebeu mais uma edição do Seminário Horta e Compostagem em Ambientes Escolares, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Escola do Legislativo da Alesc.
A iniciativa reforça a importância da educação ambiental nas escolas por meio de práticas sustentáveis aplicadas no dia a dia.
O evento reuniu professores e alunos e lotou o auditório do Instituto Federal de Santa Catarina.
O objetivo principal da série de eventos, iniciada em 2024, é incentivar a implantação de hortas pedagógicas e a compostagem de resíduos orgânicos, contribuindo para a formação de hábitos mais saudáveis e para a conscientização ambiental de estudantes e comunidades escolares.
Presidente da Comissão e autor da proposta, o deputado Marquito (Psol) destaca o impacto da iniciativa. “A prática de horta e compostagem no ambiente escolar trabalha várias abordagens sobre a educação alimentar e a gestão de resíduos, com direcionamento à comunidade escolar e entidades que possam se envolver com os projetos. Minha avaliação é que pode mudar a realidade de uma escola, mobilizar a comunidade escolar e entidades parceiras”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que vem recebendo o retorno de professores que participaram de outras edições do seminário e implementaram programas na unidade escolar.
“Vivemos um emergência climática e é fundamental que as crianças, jovens e adultos tenham acesso nas escolas a esse tipo de informação. Informação que pode transformar a vida delas, faz elas pensar sobre a cidade, sobre a sua relação de produção e consumo e com o próprio sistema, que às vezes não coloca esse tipo de conteúdo como conteúdo prioritário”, completou Marquito.
Escola Lixo Zero
A idealizadora do projeto Escola Lixo Zero, Fabiana Nogueira Caetano Mina, reforçou a necessidade de continuidade dessas ações. Ao abrir o seminário ela falou sobre a motivação para trabalhar com o tema.
“Todos os dias vemos nos noticiários informações sobre como o aquecimento da Terra e a falta de gestão impactam nossa vida”, disse. “Por isso, defendemos uma atividade que deve ser atrelada ao currículo, pois tem a ver com os dias atuais, a sociedade moderna e com o olhar voltado ao nosso início, que é a natureza”.
Entre os conteúdos apresentados, está o método Lages de Compostagem, adaptado para o ambiente escolar pelo professor Germano Güttler.
“É uma variação de uma metodologia laminar de compostagem, para que o transporte de resíduos, da cozinha até a compostagem, seja numa única viagem. Não existe uma composteira ou transporte de adubo. A própria compostagem é o canteiro, que elimina o capim e reduz ao máximo o trabalho de fazer uma horta, sem ter que revirar a terra e capinar”.
No período da tarde, o palestrante Júlio César Maestri conduziu dois momentos do seminário, abordando os temas “Sensibilização e prática: por dentro da compostagem” e “Horta pedagógica: ampliando os sentidos”.
Técnico em Meio Ambiente, engenheiro agrônomo e mestre em Educação, o palestrante se aventurou a cantar, tocar violão e de forma lúdica ensinou sobre compostagem e reciclagem.
Ele destacou a importância da compostagem e da horta pedagógica como ferramentas de educação ambiental, sustentabilidade e promoção da alimentação saudável.
“Sempre buscamos mostrar modelos de compostagem e hortas interativas, para que as crianças possam aprender propostas e replicar no espaço de casa, junto da família”, disse. “A vivência direta com o cultivo dos alimentos estimula mudanças no comportamento alimentar dos alunos, incentivando uma alimentação mais diversificada e saudável”.
A iniciativa da Alesc passou por diversas regiões catarinenses e reforça o papel das escolas como espaços fundamentais para a formação de cidadãos mais conscientes, mostrando que pequenas práticas podem gerar grandes transformações ambientais e sociais.

