Comunicação

Reflexos das eleições servem de alerta para o que pode vir, diz parlamentar na tribuna


Pedro Schmitt
28/10/2026 - 17h13min

Plenário da Alesc, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (28)

Plenário da Alesc, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (28)

FOTO: José Fernando /Agência Alesc

Ao se pronunciar, durante a sessão plenária, o deputado Sargento Lima (PL) abordou os reflexos registrados na economia após as eleições de segundo turno no Brasil. Ele entende que são sinalizações do quadro que será enfrentando pela população nos próximos anos.

O parlamentar disse que abordaria “apenas questões diretamente relacionado com a vida das pessoas”. Iniciou citando a queda da bolsa de valores que nesta segunda-feira (26) acionou por duas vezes acionou o chamado circuit breaker, dispositivo que interrompe as transações de mercado na B3 quando o índice das ações cai abruptamente. “A última vez que isso aconteceu foi durante a pandemia da Covid”, disse Lima, observando que a baixa geral dos índices atingiu a marca de 14%. Em seguida, lembrou a alta do dólar, “cuja cotação aumentou 8%, o que significa dizer que quem fez dívida atrelada à moeda vai pagar mais e repassar em preços nas prateleiras dos supermercados”.

O deputado alertou, ainda, para o fim do subsídio do diesel, de R$ 2,12 por litro, que deve acontecer no final de novembro e impactar no preço dos fretes, e que os bancos já estão subindo os juros de financiamentos. E atualizou o número de empresas que já se transferiram para o Paraguai, 340, segundo afirma, motivadas pelos custos operacionais mais favoráveis.

Lembrando o Dia do Servidor Público, Sargento Lima alertou a categoria para os impactos das eleições: “É bom ter presente que os salários do funcionalismo são pagos com a arrecadação de impostos”, disse, justificando a necessidade de a economia girar, em especial segmentos como a indústria, o comércio e o agronegócio. “O que estamos vendo é apenas o começo, e tem quatro anos pela frente”.

Postura de professora irrita deputado

Já o deputado Jessé Lopes (PL) foi à tribuna relatar a queixa formal que apresentou na Secretaria de Estado da Educação, pedindo a demissão de duas professoras, de Orleans e Sangão, que, segundo ele, deixaram de lado a postura de educadoras em função de posicionamentos partidários durante e após o segundo turno das eleições.

Uma professora teria se manifestado em redes sociais de forma ofensiva em relação às mães de seus alunos. A segunda foi para a sala de aula com a camiseta da campanha do presidente Lula, causando aversão de pais de crianças que foram buscar seus filhos na escola nesta segunda-feira (26). “Não vai ser fácil para melhorar, mas eu estarei fiscalizando, para exigir um mínimo de moralidade”, advertiu o deputado.

Votação

O Plenário aprovou por unanimidade, na sessão desta quarta (28), a admissibilidade da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 3/2026), que incluir a Orquestra Sinfônica de Lages entre as entidades culturais destinatárias de apoio administrativo, técnico e financeiro por parte do Estado. A proposta é de autoria do Mário Motta (PSD) e subscrita por outros 16 deputados.

Um dos objetivos da PEC é permitir que a Orquestra de Lages receba recursos financeiros do Estado, a exemplo do que já ocorre com outras entidades culturais, como a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (Osca) e o Instituto Escola do Teatro Bolshoi de Joinville . Conforme o autor, o grupo lageano “constitui importante instrumento de valorização da música e de democratização do acesso à cultura, desenvolvendo atividades voltadas à difusão da música de concerto, à formação musical, à educação artística e à aproximação da comunidade com manifestações culturais de elevado valor histórico e social.”

Com a admissibilidade aprovada, a PEC retorna para a análise das comissões permanentes da Casa. Acatada pelas comissões, será votada em Plenário, precisando dos apoio mínimo de 3/5 dos deputados (24 votos) para sua aprovação.

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