
Ao lado do padre Vilson Groh, fundador e presidente do Instituto Padre Vilson Groh, o deputado Padre Pedro Baldissera (PT) participou neste domingo (5) do ato ecumênico pelo direito à alimentação, realizado na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis. Padre Pedro questionou as causas estruturais da fome e criticou o decreto municipal que proíbe a distribuição de comida a moradores de rua e criminaliza a solidariedade, reforçando que a alimentação saudável é um direito humano e um ato de vida.
Padre Vilson e Padre Pedro estão empenhados em construir uma alternativa à criminalização do atendimento à população de rua. O deputado e o Padre Júlio Lancellotti, de São Paulo, são autores, entre outros, de ação popular que tramita na Justiça pedindo a anulação do decreto do prefeito de Florianópolis.
“Precisamos de ações concretas, como propõe Padre Vilson, para que nós tenhamos a consciência de que todos somos iguais. Todos precisamos de alimentação, principalmente as pessoas em situação de rua, sem assistência nenhuma. Nós podemos e queremos ajudar”, disse Padre Pedro.
Abraço, cuidado e resgate
Ao distribuir marmitas no local, Padre Vilson falou sobre “o abraço do cuidado do resgate de um morador de rua”, que gera oportunidade além da esmola. “Vamos abraçar esse morador para construir uma oportunidade de vida pra ele, de perspectiva do resgate da sua dignidade. É fundamental construir essa convivência pra gente abrir o diálogo, também com a gestão pública, e também discutir o decreto, em termos de revogá-lo.”
Nesta segunda-feira Padre Pedro promove, às 17h, no Plenarinho da Alesc, o “Diálogo sobre alimentação saudável e segurança alimentar”, evento em alusão ao Dia Internacional da Alimentação Saudável (16 de outubro), com seis expositores que vão falar sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs), alimentação viva, soberania alimentar e plantas medicinais. No final do evento haverá oficina de degustação de Pancs.

