
O deputado Fabiano da Luz (PT) questionou nesta quinta-feira (12), no Plenário da Assembleia Legislativa (Alesc), o aumento abusivo do preço dos combustíveis em Santa Catarina e em todo o país.
Segundo ele, postos de gasolina elevaram absurdamente os valores do diesel e da gasolina nos últimos dias mesmo sem reajuste oficial da Petrobras e que inclusive em janeiro o valor foi reduzido, mas ninguém viu a diminuição nas bombas. “A Petrobras não aumenta o preço dos combustíveis desde julho de 2024, já são quase dois anos.”
De acordo com o parlamentar, alguns estabelecimentos chegaram a elevar em até R$ 1 o litro do diesel e da gasolina cerca de 10 dias antes de qualquer anúncio de reajuste. Ele afirmou que a Petrobras ainda analisava os impactos internacionais relacionados à guerra para decidir se haveria ou não aumento e mesmo assim, os preços já haviam subido nas bombas.
Fabiano ressaltou que o conflito internacional pode, de fato, influenciar o preço do barril de petróleo, mas destacou que, no caso brasileiro, os aumentos ocorreram antes mesmo de qualquer impacto concreto chegar ao país. “Existe uma guerra e isso pode afetar o preço do barril, mas antes de qualquer reflexo real os postos já tinham aumentado os combustíveis.”
O deputado lembrou que a Petrobras não reajusta os combustíveis desde julho de 2024 e que, inclusive, houve redução de preços anunciada pela estatal em janeiro deste ano. Apesar disso, os consumidores não perceberam queda nas bombas.
Diante da situação, o deputado defendeu maior fiscalização para apurar possíveis abusos. “Órgãos como o Procon e a Polícia Federal precisam investigar o que motivou os aumentos praticados pelos postos. “Precisamos ajudar nesse processo de investigação e fiscalização, porque o aumento foi abusivo e parece ter se aproveitado das notícias da guerra para elevar os preços no Brasil.”
PrivatizaçõesO deputado criticou ainda o processo de venda de refinarias e distribuidoras ocorrido entre 2016 e 2022, período em que, segundo ele, ativos estratégicos da empresa foram transferidos para o setor privado e estrangeiro. Para o parlamentar, por sorte ainda temos a Petrobras como empresa pública que ainda funciona como um freio para aumentos mais expressivos, senão já estaríamos pagando R$ 10 o litro da gasolina.
“Justamente no período em que tiraram a presidenta Dilma e que assumiram o poder começou um processo de venda de distribuidoras e de refinarias brasileiras que resultou num faturamento de R$ 243 bilhões com aquilo que era nosso, que foi vendido para os estrangeiros”, ressaltou.
Juliana Wilke
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