
Deputada resgatou histórico e importância da mineração diante da desativação da termelétrica Jorge Lacerda, defendendo união política e apoio federal
A preocupação com os desdobramentos da desativação do complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo, até o ano de 2025, já a partir de dezembro de 2021, foi levantada pela deputada Ada Faraco de Luca (MDB) durante a sessão desta terça-feira (8) na Assembleia Legislativa. Conforme a parlamentar, a “questão é muito séria para o setor carbonífero” e pode significar o fim de 20 mil empregos, impactando em R$ 6 bilhões por ano na economia da região sul-catarinense. Ada defendeu união política e pediu apoio do federal para que a decisão possa ser revertida.
“A tecnologia está aí, nós temos uma infinidade de possibilidades de uso do carvão mineral com valor agregado. Nós defendemos o carvão limpo e a exploração segura. Este é um importante segmento econômico da região Sul do Estado, que não pode ter um rompimento abrupto na sua cadeia de produção e compra”, disse Ada.
“Como boa carvoeira que sou, me junto à luta para revertermos essa decisão. Nós precisamos e vamos mostrar a nossa força política. Temos convicção que é difícil, mas também temos a certeza que a solução será alcançada com muito diálogo, colocando as alternativas na mesa, para defender os empregos e o desenvolvimento da nossa região”, disse Ada, que vai acompanhar, nesta quarta-feira (9), a reunião das lideranças catarinenses com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Ouro Negro deu protagonismo nacional a Criciúma e região
Na tribuna virtual da Assembleia, Ada lembrou o período centenário de exploração do carvão, que teve auge nas décadas de 1970 e 1980. “Nestes anos, Criciúma e região ganharam protagonismo nacional, por meio do desenvolvimento econômico das minas de carvão. Um período, também, de desenvolvimento social, com a riqueza circulando pela cidade, permitindo o crescimento de uma infinidade de atividades paralelas à exploração mineral. Criciúma e região se firmaram como polo regional, com comércio forte, diversificando sua matriz econômica também para o setor cerâmico, da indústria do plástico, vestuário, transporte de cargas e da agroindústria”, afirmou Ada, citando que o carvão mineral responde hoje por 6,21% da produção econômica do Sul do Estado.
Com o decreto federal que desregulamentou o setor do carvão, no início dos anos 1990, começou um período de incertezas para o setor. “O carvão mineral é o ouro negro. Nós precisamos reconhecer, sim, que a exploração realizada há muitos anos atrás trouxe danos ambientais. Mas isso ficou no passado. Hoje, as práticas são limpas e sustentáveis. Além disso, aquele passivo ambiental está sendo recuperado e as áreas degradadas estão sendo protegidas. O trabalho nas minas de carvão também é seguro para o trabalhador”, afirmou Ada.
Alta Magagnin
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