Comunicação

Alesc recebe relato de mãe e debate políticas de assistência à epidermólise bolhosa


Tatiani Magalhães
29/10/2026 - 11h28min

A luta por mais visibilidade e assistência às pessoas com epidermólise bolhosa, doença genética rara que provoca extrema fragilidade da pele, chegou à tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na manhã desta quinta-feira (29). A convite do deputado Mário Motta (PSD), Cláudia Pauli, mãe do pequeno Lucas, que tem a doença, falou aos parlamentares sobre os desafios enfrentados pelas famílias, a necessidade de cuidados especializados, o cumprimento da legislação e a ampliação de políticas públicas voltadas aos pacientes.

Ao destacar a importância de ampliar o conhecimento sobre a doença em todo o estado, o parlamentar mencionou o caso de Gui, criança torcedora do Vasco da Gama que ganhou notoriedade na internet e ajudou a dar visibilidade à epidermólise bolhosa em todo o país. O deputado ressaltou que a condição também afeta crianças catarinenses, como Lucas, e reforçou a necessidade de informar a população sobre suas manifestações e os diferentes graus de gravidade, que podem provocar lesões e dores intensas.

Segundo Motta, a mobilização em torno do tema contribuiu para o avanço de medidas de assistência no estado. Ele também destacou a importância de garantir o atendimento previsto na legislação e de oferecer suporte às pessoas diagnosticadas e a seus familiares.

Mãe de paciente cobra efetividade das medidas e mais inclusão

Durante sua participação na tribuna, Cláudia Pauli compartilhou os desafios enfrentados pela família no convívio com a doença. Para ela, dar visibilidade à epidermólise bolhosa e compartilhar experiências é uma forma de tornar menos difícil o enfrentamento da condição.

Cláudia também manifestou a expectativa de que as medidas previstas na legislação sejam efetivamente implementadas. Ela ressaltou que o sofrimento provocado pela doença vai além do paciente e afeta toda a família.

Ao agradecer pelo espaço para compartilhar a história de Lucas, Cláudia reforçou a necessidade de avançar na inclusão e ampliar o conhecimento da sociedade sobre a epidermólise bolhosa, combatendo julgamentos e estimulando a empatia.

Lei prevê assistência especializada em Santa Catarina

Santa Catarina passou a contar com um programa estadual de assistência especializada às pessoas com epidermólise bolhosa na rede pública de saúde. A Lei 19.937/2026, de autoria do deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD), foi sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) e estabelece medidas para ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento dos pacientes.

Entre as garantias previstas estão consultas, exames, fornecimento de curativos especiais, medicamentos e suplementos, além de atendimento multidisciplinar e prioritário nas redes pública e privada de saúde. A legislação também prevê assistência domiciliar, quando necessária, mapeamento genético familiar e capacitação de profissionais da educação para promover a inclusão de pessoas com a doença.

O programa contempla ainda campanhas de conscientização sobre a epidermólise bolhosa, também conhecida como doença da borboleta. A condição é genética e não transmissível, provoca extrema fragilidade da pele e pode causar bolhas e feridas mesmo após pequenos atritos, exigindo cuidados contínuos e acompanhamento especializado.

Segundo o parlamentar, Santa Catarina é o segundo estado brasileiro a contar com um programa estadual específico para o atendimento de pessoas com a doença. A iniciativa busca ampliar a assistência e facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

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