Comunicação

Comissão debate operacionalização do programa estadual de vacinação antirrábica e microchipagem animal


Simone Sartori
20/05/2026 - 15h58min

Comissão debate operacionalização do programa estadual de vacinação antirrábica e microchipagem animal

Foto: Daniel Conzi/Agência Alesc

A operacionalização do Programa Estadual de Vacinação Antirrábica e Microchipagem de animais domésticos e a aplicação de uma emenda no valor de R$ 1 milhão estiveram no centro do debate da reunião da Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal, realizada nesta quarta-feira (20). O encontro reuniu parlamentares, representantes do governo estadual e órgãos ligados à proteção animal e sanidade agropecuária.

“Hoje nós tivemos uma grande reunião do colegiado onde debatemos a melhor forma de operacionalizar um programa de vacina antirrábica e também microchip, além do investimento nesse programa de uma emenda estadual que sugeri, no valor de um milhão de reais”, afirmou o presidente da comissão, deputado Marcius Machado (PL).

Segundo o parlamentar, o programa busca enfrentar diretamente o abandono de animais e os impactos relacionados à saúde pública. “Quando tiver um animal abandonado, vamos passar o leitor e saber de quem é esse animal. Aí é do João, então escapou, devolve pro João. Ah, ele abandonou? Vai ser multado. Nós não podemos mais aceitar abandono de animais em Santa Catarina.”

O deputado também ressaltou os problemas gerados pela superpopulação de animais nas ruas. “Animais proliferando em tudo que é lado trazem uma problemática gigantesca tanto na questão das zoonoses, que são doenças transmitidas dos animais para os humanos, quanto também problemas de atropelamentos, abandono e outras questões correlatas aos animais soltos nas ruas.”

Durante a reunião, a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, esclareceu que a atuação institucional da companhia é voltada à defesa sanitária dos animais de produção. “A Cidasc pode contribuir institucionalmente no sentido de que tem profissionais que podem auxiliar nessas campanhas, uma área de comunicação para aproximar a população dos objetivos do programa e apoio técnico. Toda a estrutura institucional da Cidasc pode ser posta à disposição.”

A dirigente reforçou a importância da integração entre diferentes órgãos e instituições. “Hoje a saúde é tratada como uma só saúde. Não é separado animal, vegetal e pessoa. É uma só saúde.”

Já a diretora de Bem-Estar Animal do Estado, Fabrícia Rosa Costa, afirmou que o próximo passo será construir, junto à Secretaria de Estado da Agricultura e à Cidasc, o formato jurídico e operacional do programa. “Num primeiro momento nós vamos pensar de que forma jurídica vamos usar esse recurso e estruturar um programa de vacinação e microchipagem.”

Ao final da reunião, ficou definido que o próximo passo será a realização de um novo encontro técnico entre os órgãos envolvidos para o planejamento das ações e a criação dos programas necessários para operacionalizar o investimento dos recursos destinados à vacinação antirrábica, microchipagem e estruturação do sistema estadual de identificação animal.

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