
A sessão desta quarta-feira (15) foi marcada por pronunciamentos voltados à segurança pública, infraestrutura, saúde e ao pacto federativo. O debate iniciou com a segurança pública, pautado pelas falas dos deputados Jessé Lopes (PL) e Sargento Lima (PL). Jessé destacou a atuação da Polícia Militar e defendeu a valorização da corporação, ao mesmo tempo em que criticou o que considera excesso de controle sobre os agentes de segurança. Ao mencionar discussões sobre o uso de câmeras corporais, questionou o papel de instituições como o Ministério Público e a Defensoria. “Está para começar uma guerra com as facções, e o Ministério Público está preocupado em querer colocar uma câmera no policial militar”, comentou.
Na mesma linha, Sargento Lima trouxe à tribuna o relato de uma ocorrência que terminou com um policial ferido, reforçando que o trabalho policial exige enfrentamento constante de riscos. Ele também direcionou críticas à imprensa, afirmando que há uma tendência de “vitimização do criminoso”, em contraste com o medo vivido pela população. “Imprensa, lembrem-se de que, quando um criminoso é vitimizado ou quando um policial é acusado de abuso, é da segurança dos catarinenses que estamos falando. A comunidade tem medo de ser assaltada ou de não ver o seu filho voltar para casa.”
Na sequência, o deputado Carlos Humberto (PL) relembrou compromissos assumidos com a região de Brusque ainda em 2022 e destacou avanços em mobilidade e educação. “Diversas obras já foram concluídas ou estão em fase final, mas destaco o Colégio João Boos, em Guabiruba, um projeto que se arrastava desde 2006 e que hoje sai do papel e se torna realidade.”
Já o deputado Ivan Natz (PL) abordou a situação do Hospital Beatriz Ramos, em Indaial. Ele mencionou um inquérito policial que aponta a morte de uma mulher por falta de atendimento, classificando o caso como grave e inaceitável, especialmente diante de esforços anteriores para reerguer a unidade. “Não podemos aceitar uma situação dessas. As lideranças precisam dar respostas à comunidade”, afirmou. Ao mesmo tempo, destacou o investimento de R$ 24 milhões no hospital de Gaspar.
O deputado Lunelli (MDB) ampliou o debate para o campo econômico e federativo, defendendo a revisão do pacto federativo. Em sua fala, criticou o atual modelo de distribuição de recursos, argumentando que estados mais produtivos, como Santa Catarina, acabam sendo penalizados. “Não podemos mais aceitar um sistema em que quem trabalha mais recebe menos. Vamos continuar cobrando e defendendo Santa Catarina.”
A deputada Paulinha (Podemos) abordou dois temas, com ênfase na saúde materna. Ela celebrou o lançamento do edital para obras no Morro do Encano, entre Itapema e Camboriú, destacando a importância de vias alternativas à BR-101.
Paulinha também foi enfática ao defender, pelo segundo dia consecutivo, o Projeto de Lei 202/2025, que propõe garantir às gestantes do SUS no estado o direito de optar pela cesariana eletiva a partir da 39ª semana de gestação. “Protocolos atuais obrigam mulheres a aguardarem até 41 semanas, mesmo com dor ou sinais de risco. Precisamos rever esses critérios, dando mais sensibilidade ao atendimento. Por isso, peço a atenção dos colegas deputados para a aprovação do projeto.”
A parlamentar ainda propôs uma reunião com maternidades e a Secretaria de Estado da Saúde para debater encaminhamentos práticos e buscar soluções. O encontro está previsto para o dia 4 de maio, às 14h, na Alesc.

