
Representantes do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/-SC), Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e outras instituições parceiras, entre elas a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), organizadores do “Prêmio Lume: Escola Referência” iniciaram uma série de visitas às escolas públicas municipais e estaduais reconhecidas em 2025 pelas boas práticas educacionais e excelência na alfabetização. A primeira instituição visitada foi a Escola de Ensino Fundamental Doutor Homero de Miranda Gomes, no bairro Ipiranga, em São José, na Grande Florianópolis.
A escola está entre as 12 unidades catarinenses premiadas na terceira edição do Prêmio Lume. O objetivo do projeto é reconhecer experiências de destaque na educação pública e incentivar a melhoria dos indicadores de alfabetização e aprendizagem.
Durante a visita, a escola recebeu computadores, impressoras e projetor de vídeo, além do reconhecimento pelo trabalho desenvolvido com os alunos e a comunidade escolar. A diretora Amanda Soares afirmou que o diferencial da escola está no fortalecimento do vínculo dos estudantes com o ambiente escolar. “O que a gente tem feito de diferente é tentar trazer as crianças com mais vontade para dentro da escola e, com elas, trazer suas famílias também. É muito importante o pertencimento da criança à sua escola. Gostar de estar aqui, querer estar aqui”, destacou.
Segundo a diretora, projetos desenvolvidos pela instituição ajudam a despertar esse sentimento de pertencimento. “Temos desenvolvido algumas atividades em prol deste querer, desta vontade. Eu acho que isso que nos diferenciou.”
Ela também ressaltou o significado da premiação para a comunidade escolar. “O prêmio é a declaração de que estamos indo no caminho correto, que estamos fazendo a diferença realmente para a nossa comunidade.”
O conselheiro substituto do TCE-SC, Gerson dos Santos Sicca, explicou que a escolha das escolas premiadas é resultado de um levantamento técnico realizado por diferentes instituições. “Nós fomos numa escola que tem bons indicadores educacionais em Santa Catarina. Com um esforço coletivo de várias instituições, mostramos 12 escolas do estado que se destacaram em 2025”, afirmou.
Segundo ele, as escolas vencedoras apresentam resultados que vão além da aprendizagem. “Uma escola vencedora do Prêmio Lume apresenta bons indicadores de aprendizagem, uma boa perspectiva de redução das desigualdades e condições adequadas de ensino e aprendizagem.”
Sicca ressaltou ainda que o prêmio busca disseminar exemplos positivos. “O Prêmio Lume tem por objetivo mostrar escolas que, de fato, fazem a diferença e que podem servir de exemplo para todas as nossas redes.”
A promotora Daniela Böck Bandeira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação do Ministério Público de Santa Catarina, destacou a importância de valorizar o trabalho realizado diariamente nas escolas. “Muitos professores e diretores acabam fazendo um trabalho que muitas vezes parece invisível para o Estado. E não é. É isso que a gente quer chamar atenção aqui”, disse.
Ela afirmou que o reconhecimento serve como incentivo para que as instituições continuem investindo na qualidade do ensino. “Cada esforço dentro e fora da sala de aula para buscar a excelência educacional é visto pelo Estado e é premiado.”
A secretária-adjunta de Estado da Educação, Kênia Scarduelli, também participou da visita e ressaltou que iniciativas como o Prêmio Lume reforçam as ações desenvolvidas pela rede estadual. “Transformar a educação é esse viés que a gente quer. Não tem como fazer educação sem toda essa transformação que temos feito em infraestrutura, formação de professores e valorização dos profissionais”, afirmou.
Além dos gestores, os estudantes também demonstraram orgulho pela escola. A aluna Giovana Pereira do Nascimento, de 9 anos, resumiu o sentimento em relação ao ambiente escolar. “Essa escola é legal demais. Eu gosto muito daqui”, comentou. Já Pietro Brígido da Silveira, de 8 anos, destacou o convívio e as atividades oferecidas pela instituição. “Eu gosto pelos professores, pelo estudo, pelas salas e pelas brincadeiras”, contou.
A Escola Doutor Homero de Miranda Gomes atende cerca de 505 alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental e desenvolve projetos ligados à sustentabilidade, integração com as famílias e conscientização social.

