Comunicação

Moradores da região de Rio do Sul enfrentam frio e lotam audiência pública sobre bem-estar animal


Audiência pública promovida pela Alesc reúne lideranças e protetores para debater melhorias no cuidado com animais abandonados

25/06/2025 - 10h02min

A audiência aconteceu na Câmara de Vereadores de Rio do Sul.

A audiência aconteceu na Câmara de Vereadores de Rio do Sul.

FOTO: Daniel Conzi/Agência AL

Apesar das baixas temperaturas, a comunidade de Rio do Sul lotou as dependências da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (24) para discutir ações de proteção animal. A audiência pública foi promovida pela Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), sob a liderança do deputado Marcius Machado (PL).

Debates sobre castrações, punições e apoio a protetores

Durante a audiência, o deputado Marcius destacou a importância de ampliar o apoio aos protetores independentes e organizar ações em rede. “Estamos organizando os desorganizados para que possam ter acesso a recursos e continuar o trabalho de amparo aos animais”, explicou.

O parlamentar também citou o investimento estadual de R$ 18 milhões por meio do programa Pet Levado a Sério, voltado a castrações gratuitas em municípios com até 100 mil habitantes. Marcius lembrou ainda o projeto realizado com o Consórcio Intermunicipal da Serra Catarinense (Cisama), que possibilitou a castração de 3 mil animais — o que representa, segundo ele, até 24 mil animais a menos nas ruas.

Além disso, reforçou a necessidade de aplicação da legislação que prevê multas de até R$ 10 mil para casos de abandono. “Temos leis importantes, mas precisamos garantir que sejam cumpridas.”

Falta de abrigo é principal desafio na cidade

O presidente da Associação Protetora dos Animais Desamparados (APAD) de Rio do Sul, Patrick Munzfeld, destacou que o município carece de um espaço físico adequado para o acolhimento dos animais resgatados. Ele revelou que a entidade acumula cerca de R$ 180 mil em dívidas com clínicas veterinárias. “A maioria dos abandonos envolve filhotes e cães de grande porte, o que dificulta as adoções”, afirmou.

A chefe da Divisão de Bem-Estar Animal da prefeitura, Carolina Hang, corroborou a necessidade de um abrigo e apontou o déficit nas castrações. Segundo ela, são realizadas cerca de mil por ano, mas o número ideal seria três mil castrações anuais. “Estamos tentando suprir com mutirões e ações voluntárias”, relatou.

Audiências em outras cidades e Fórum Estadual

Esta foi a quarta audiência pública sobre o tema promovida pela Assembleia Legislativa neste ano. As anteriores ocorreram em Joaçaba, Alfredo Wagner e São Joaquim. Estão previstas mais três:

  • Concórdia, em 4 de julho
  • Itapema, em 10 de julho
  • Timbó, em 25 de agosto

Todas as contribuições reunidas ao longo dessas audiências serão levadas para o 3º Fórum Estadual de Ativistas e Protetores de Animais de SC, marcado para o dia 22 de outubro, na sede da Alesc, em Florianópolis.

Com a colaboração de Fabricio Escandiuzzi

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