Comunicação

Coleta seletiva, bacia hidrográfica e agroecologia são temas de reunião em Mafra


Comissão de Meio Ambiente da Alesc discutiu reciclagem, recursos hídricos e produção orgânica durante o Alesc Itinerante.

Marcelo Espinoza
06/08/2025 - 14h14min

Comissão de Meio Ambiente se reuniu na manhã desta quarta (6), dentro do Programa Alesc Itinerante, em Mafra

Comissão de Meio Ambiente se reuniu na manhã desta quarta (6), dentro do Programa Alesc Itinerante, em Mafra

FOTO: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL

Reunião da Comissão de Meio Ambiente em Mafra

Coleta seletiva, bacia hidrográfica e agroecologia foram os temas tratados durante a reunião da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia, realizada na manhã desta quarta-feira (6), dentro da edição do Programa Alesc Itinerante, em Mafra, no Planalto Norte.

Reciclagem

A advogada ambiental Carolina Gonçalves Mota tratou da coletiva seletiva, da reciclagem e da destinação adequada dos resíduos sólidos. Ela cobrou o cumprimento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) e criticou a forma como ocorre a coleta de lixo em municípios do Planalto Norte, que, segundo ela, levou a uma diminuição da coleta seletiva e da quantidade de material destinado à reciclagem.

Carolina defendeu uma mudança nos contratos feitos entre as prefeituras e as empresas de coleta de lixo, de tal forma que haja metas para a coleta seletiva e a reciclagem. Entre as sugestões, estão a proibição do uso de caminhos compactadores, que inutilizam boa parte do material reciclável, e o pagamento por serviços ambientais para os catadores.

“Sabemos dos custos altos para aterro e incineração e que a remuneração das empresas é um ponto sensível, em razão dos casos de corrupção”, destacou a advogada, que citou como exemplo positivo o Programa Moeda Verde, de Canoinhas, que remunera a população que dá a destinação correta para o material reciclável.

O deputado Marquito (Psol), presidente da comissão, lembrou que a limpeza urbana é um dos maiores custos de várias prefeituras. “Investir em coleta seletiva e reciclável é uma forma de diminuir os custos para as prefeituras. Reestruturar esse setor pode gerar emprego e renda para muita gente e ainda economizar recursos públicos”, disse.

O deputado Volnei Weber (MDB) afirmou que apresentará projeto de lei para que os municípios que não cumprirem o Planares deixem de receber recursos da União e do Estado. “Município que não faz coleta seletiva está enterrando dinheiro público em aterro sanitário”, comentou.

Bacia hidrográfica

Donato João Noernberg, vice-presidente do Comitê Canoinhas e Afluentes do Rio Negro, apresentou o trabalho desenvolvido pelo grupo, responsável pelo gerenciamento da bacia hidrográfica formada por esses dois rios. Ele citou, como exemplo, o programa de revitalização de afluentes do Rio Canoinhas, considerado referência para o estado.

“Também concluímos recentemente nosso plano de recursos hídricos e temos o Programa Planorte Água e Solo”, disse. “Precisamos de muito apoio, com recursos públicos de todas as esferas, para darmos continuidade nesse trabalho que está sendo feito.”

Agroecologia

Já a Rede Ecovida de Agroecologia, que atua na certificação orgânica, está presente em 10 municípios, com 95 famílias voltadas à produção de alimentos orgânicos, com três agroindústrias.

A entidade apresentou os desafios da agroecologia, como a contaminação da produção por agrotóxicos aplicados em propriedades vizinhas, a falta de assistência técnica especializada na Epagri, a necessidade de mais investimentos em pesquisa e o cumprimento, por parte das prefeituras, da legislação que trata da aquisição de alimentos orgânicos para a merenda escolar, além de um programa de incentivo econômico para a agroecologia.

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