Comunicação

Aleitamento materno faz diferença para toda a vida do recém-nascido


Pediatra destaca importância da rede de apoio às mães e afirma que amamentação contribui para a saúde, o desenvolvimento e os vínculos emocionais da criança.

Pedro Schmitt
12/08/2026 - 15h42min

Aleitamento materno faz diferença para toda a vida do recém-nascido

Foto: Rodrigo Corrêa / Agência Alesc

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A sessão plenária desta quarta-feira (12) abriu espaço para o médico pediatra Cecim El Achkar falar do Agosto Dourado, reconhecido pela Lei 16.906/2016 como mês de valorização do aleitamento materno.

Conhecido como Tio Cecim, ele preside a Associação Brasileira da Amamentação e estabeleceu, desde 2014, sólida parceria com o Parlamento catarinense, onde este ano, em abril, foi realizado o 8º Congresso do Aleitamento Materno, sempre reunindo grande número de interessados, entre pediatras, profissionais de saúde e mães de recém-nascidos.

O médico defende a necessidade de ser criada uma rede de apoio para mães em situação de vulnerabilidade, “como já existe em vários países”, onde uma profissional experiente auxilia a mulher que amamenta a organizar sua rotina por um tempo mínimo de 40 dias, para que ela possa assumir uma função vital para a saúde futura de seu filho.

Mães modernas têm imensos desafios

Cecim entende que a mãe da atualidade é uma mulher com muita atividade social, tem vida acadêmica, trabalha e em determinado momento tem sua rotina alterada pela maternidade, “bem diferente das mães do século passado, que foram moldadas como esposas e donas de casa”.

Por isso, o médico apregoa que a mãe que amamenta precisa ter uma rede de apoio, contando com o auxílio do

Rede de apoio

01
pai do bebê
02
avós
03
padrinhos
04
uma consultora sobre amamentação
05
pediatra

que para ele passa a ser o quarto elemento da família.

Médico pediatra durante participação na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina
Foto: Rodrigo Corrêa/Agência Alesc
“A amamentação exige ao menos 40 dias de dedicação exclusiva e muito descanso. É uma atividade física de alta performance, como maratona a cada dia”

, explica.

Para o pediatra, “crianças amamentadas terão menos dificuldades e mais facilidades para enfrentar suas dificuldades”.

Ele afirma que o aleitamento faz diferença significativa mesmo para crianças com problemas neurológicos. As vantagens não se restringem à alimentação e têm reflexos para os vínculos emocionais e um futuro mais saudável.

Luto dos três meses

Tio Cecim também defende a amamentação como forma de o bebê superar o que chama de “luto dos três meses”, quando usualmente o recém-nascido passa por um período em que costuma chorar mais, o que sempre foi atribuído às cólicas.

“Eu sempre defendi que é uma fase em que o bebê vive o luto pelo distanciamento do útero materno, onde vivia numa zona de absoluto conforto”.

“Por isso a importância de a mãe acalentar, conversar com seu bebê, para confortá-lo, especialmente durante a amamentação”, explica o pediatra, que recomenda o total distanciamento do telefone celular durante esses momentos únicos da maternidade.

“Quando um bebê nasce, ele sai do paraíso, sofre um trauma ao deixar o útero materno, por ter que vestir roupas, mudar a rotina. Daí a importância do aleitamento, do aconchego, da relação olho no olho entre mãe e filho”.

Duração da amamentação

A rotina da amamentação deve se estender pelo período que for possível na rotina moderna, mas é recomendada ao menos por seis meses, e poderá se estender por até dois anos.


ALESC EXPLICA

O que é o Agosto Dourado?

Conforme a matéria, o Agosto Dourado é o mês de valorização do aleitamento materno, reconhecido em Santa Catarina pela Lei 16.906/2016.

Por que uma rede de apoio é importante durante a amamentação?

Segundo o pediatra Cecim El Achkar, a mãe que amamenta precisa de apoio para conciliar as exigências da maternidade com sua rotina. Essa rede pode envolver o pai do bebê, avós, padrinhos, consultora de amamentação e pediatra.

Quanto tempo deve durar a amamentação?

A matéria informa que a amamentação é recomendada por pelo menos seis meses e pode se estender até os dois anos, conforme as possibilidades da rotina.

O que o pediatra chama de “luto dos três meses”?

Cecim utiliza a expressão para descrever um período nos primeiros meses em que o bebê costuma chorar mais e que, segundo sua interpretação apresentada na matéria, estaria relacionado à adaptação ao distanciamento do ambiente uterino.

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