Comunicação

Deputada sugere a criação de uma comissão para unificar análise de projetos voltados à proteção da mulher


Alexandre Back
28/04/2026 - 12h03min

Sessão ordinária.

Sessão ordinária.

Foto: Bruno Collaço / Agência Alesc

A deputada Paulinha (Podemos) foi à tribuna durante a sessão plenária da manhã desta terça-feira (28) para propor a criação de uma comissão especial na Assembleia Legislativa encarregada de analisar, em caráter de urgência, os diversos projetos de lei atualmente em tramitação que tratam de ações voltadas à proteção da mulher.
A iniciativa, conforme a parlamentar, decorre do elevado número de feminicídios e casos de violência doméstica registrados no estado. Somente neste ano, disse, 22 mulheres, entre 15 e 67 anos, já foram assassinadas em Santa Catarina, geralmente pelos próprios maridos ou ex-companheiros.

“Que nós formemos uma comissão especial urgente para que todos os projetos de lei dos colegas que versem sobre proteção à mulher sejam apreciados e, assim, possamos entregar uma resposta a Santa Catarina, como Casa, como coletivo.”
Ela defendeu que uma das proposições que poderiam ser encaminhadas à comissão é o PL 80/2026, de sua própria autoria, que visa estabelecer um protocolo unificado de avaliação de risco e proteção à mulher em situação de violência. O procedimento visado incluiria diversas ações a serem tomadas pelo Estado após o recebimento de um pedido de medida protetiva, como a localização e o acompanhamento, por tornozeleira eletrônica, do suposto agressor e a disponibilização de alojamento temporário à vítima.

“Esse é um caminho simples, reto, que o Estado pode tomar, caso quisermos parar de ficar só no discurso politicamente correto e, de fato, agirmos para proteger as nossas mulheres”, disse.

Segurança no trabalho
Ainda durante a sessão, o deputado Neodi Saretta (PT) observou que 28 de abril marca a passagem do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e do Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.
Conforme disse, a data merece atenção especial das autoridades públicas em função dos números negativos que Santa Catarina apresenta também nesta área.
Os registros apontam a ocorrência, somente em 2025, de 39 mil acidentes de trabalho no estado, dos quais 170 resultaram em mortes.

“Infelizmente, esse cenário não está diminuindo. Nos primeiros dois meses de 2026, o estado já contabiliza 8.071 acidentes de trabalho, com 35 mortes. Isso mostra que ainda estamos longe de garantir um ambiente seguro para quem trabalha.”
Saretta disse ainda que 25% desses registros estão concentrados em três municípios e que os principais segmentos em que os acidentes ocorrem são os de saúde e de bebidas e alimentos.

“Historicamente, sempre defendemos aqui nesta tribuna e no nosso dia a dia a saúde do trabalhador, por isso quero reafirmar aqui que não podemos naturalizar esses números. Acidentes de trabalho não são destino e, na maioria das vezes, eles podem ser evitados”, disse.

Como resposta, o parlamentar, que preside a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, recomendou a adoção de medidas como o uso adequado de equipamentos de proteção individual, processos de trabalho bem definidos, a capacitação constante dos trabalhadores, o fortalecimento do trabalho de fiscalização, a responsabilização das empresas envolvidas e o incremento do processo de conscientização da sociedade.

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