Comunicação

Alesc reforça ações de preservação ambiental com ampliação de programa de gestão de resíduos


Simone Sartori
05/11/2026 - 15h38min

Alesc reforça ações de preservação ambiental com ampliação de programa de gestão de resíduos

Foto: Rodrigo Corrêa / Agência Alesc

A Alesc segue ampliando as iniciativas voltadas à preservação do meio ambiente e ao uso consciente dos recursos naturais. Depois de investir em tecnologias para economia de água, geração de energia solar e redução de desperdícios, a instituição dá mais um passo em suas ações de sustentabilidade com a expansão do programa Alesc Menos Lixo, que incentiva a separação e a destinação correta dos resíduos produzidos no ambiente de trabalho.

A nova etapa foi apresentada nesta quinta-feira (5), durante uma formação realizada no Plenarinho do Palácio Barriga Verde. O encontro reuniu servidores e colaboradores para orientar sobre práticas sustentáveis e fortalecer uma cultura de responsabilidade ambiental dentro da instituição.

O Alesc Menos Lixo começou em 18 de julho de 2025, com um projeto piloto no oitavo andar do Prédio Administrativo. Somente na etapa inicial, mais de 350 quilos de resíduos receberam a destinação correta. Com a ampliação gradual para outros andares e setores, o programa já contabilizou mais de 1,5 tonelada de resíduos, entre recicláveis, orgânicos e rejeitos.  Após os resultados alcançados no Prédio Administrativo, a iniciativa chega ao Palácio Barriga Verde com um levantamento inicial de 36 setores.

Para o diretor administrativo da Alesc, Vitor Luiz Soares Bartelega, a iniciativa representa mais uma etapa de um trabalho que vem sendo desenvolvido e aperfeiçoado ao longo das diferentes gestões da Assembleia. “São programas importantes não apenas para a Alesc, mas também para a educação das pessoas que trabalham aqui. As ações que desenvolvemos não ficam somente no âmbito da Assembleia. São conhecimentos que podem ser aplicados em casa, com a família”, destacou.

O diretor lembrou que a instituição já desenvolve ações voltadas à geração de energia solar, à economia de água e ao uso consciente dos recursos naturais. Segundo ele, a preocupação ambiental também começa a orientar os processos de aquisição de materiais.  “Estamos iniciando um processo de aquisições inteligentes, pensando em economizar os recursos que temos na natureza. Estamos sempre buscando maneiras de evoluir e fazer uma Alesc melhor, com uma utilização mais consciente dos nossos recursos.”

Uma análise gravimétrica realizada em maio de 2026, que permite identificar a composição dos resíduos produzidos, registrou 211,4 quilos de materiais. Desse total, 56,55 quilos eram recicláveis, 56,60 quilos orgânicos e 98,25 quilos rejeitos.

Os resultados revelaram que aproximadamente 53,5% dos resíduos analisados eram materiais com potencial de reciclagem ou compostagem, demonstrando a importância da separação adequada para reduzir o volume encaminhado aos aterros sanitários.

A coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade, Isabel Pinheiro de Paula Couto, explicou que a expansão do programa é acompanhada de um trabalho de orientação e sensibilização. “Começamos com um projeto piloto no oitavo andar e, gradualmente, fomos ampliando para os demais setores. Sempre realizamos uma formação para que os servidores conheçam a iniciativa, saibam quais resíduos precisam separar e compreendam a importância dessa ação. Queremos gerar consciência e promover uma transformação cultural dentro da instituição.”

Cada resíduo no seu lugar

Na prática, o Alesc Menos Lixo estabelece a separação dos resíduos em três categorias principais: recicláveis, orgânicos e rejeitos.

Para facilitar o descarte, a Assembleia implantou recipientes padronizados e distribuiu contentores de sete litros para resíduos orgânicos, acompanhados de sacolas compostáveis. Os materiais orgânicos são destinados à compostagem, enquanto os recicláveis seguem para processos de reaproveitamento.

O programa também contempla pontos específicos de coleta para papel, tampinhas, lacres de latinhas, esponjas, embalagens de medicamentos do tipo blister, pilhas e baterias. Outra medida foi a instalação de coletores de bitucas de cigarro, que podem ser encaminhadas para processos de logística reversa e reciclagem.

“Todo resíduo só se transforma em lixo quando não damos a ele a destinação correta. É justamente essa consciência que queremos desenvolver aqui dentro”, ressaltou Isabel.

Além da estrutura de coleta, a iniciativa conta com capacitações para as equipes de zeladoria, mecanismos de acompanhamento da separação dos materiais e canais de participação por meio de QR Codes.

Educação ambiental para além da Assembleia

Durante a formação, o palestrante Arthur Hancat abordou os desafios da gestão de resíduos sólidos e a relação entre o descarte inadequado, as mudanças climáticas e os impactos ambientais.

Segundo dados apresentados pelo palestrante, Santa Catarina recicla menos de 5% do potencial de resíduos gerados, cenário que reforça a necessidade de ampliar a conscientização e melhorar os processos de separação. “Nosso propósito é sensibilizar os servidores para que compreendam a realidade da reciclagem em Santa Catarina e possam disseminar esse conhecimento, tanto dentro da Assembleia quanto na sociedade. Isso também pode contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à gestão de resíduos.”

A formação também abordou os impactos da destinação de materiais aos aterros sanitários, incluindo a geração de chorume e a emissão de metano, um dos gases que contribuem para o aquecimento global. “Compreender que cada pessoa tem responsabilidade sobre os resíduos que produz é fundamental para mudar essa realidade”, comentou Hancat.

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