
A importância do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda na economia catarinense e na segurança energética brasileira foi destacada durante a sessão especial promovida pela Alesc, na noite desta segunda-feira (4), em homenagem aos 60 anos daquela é que considerada a maior usina a carvão da América Latina. A solenidade, realizada no Plenário Deputado Osni Régis, reuniu autoridades e representantes da Diamante Energia, atual gestora do complexo.
A sessão especial foi presidida pelo deputado Julio Garcia (PSD), presidente da Alesc, e teve como proponente o deputado Pepê Collaço (PP). Eles destacaram a importância do complexo para o Sul do estado, em especial para a cadeia produtiva do carvão e, por consequência, para a economia do estado.
“Homenageamos hoje uma história que se confunde com o desenvolvimento energético de Santa Catarina e do Brasil”, afirmou Pepê Collaço. São inúmeras famílias impactadas por uma cadeia produtiva, o que fortalece a economia de vários municípios. O complexo também tem um papel essencial na segurança energética do país, ao sustentá-la nos momentos em que as outras fontes de energia, como a hidrelétrica, não conseguem atender a demanda.”
O CEO da Diamante Energia, Pedro Listek, agradeceu ao Parlamento pelo reconhecimento. Para ele, os 60 anos representam “uma histórica construída com o trabalho, a dedicação e o compromisso público de milhares de trabalhadores, que, ao longo dessas décadas, colocaram sua energia a serviço do desenvolvimento do país.”
Listek destacou que o complexo movimenta, anualmente, R$ 6 bilhões na economia catarinense, além de gerar 21 mil empregos diretos e indiretos e impactar a vida de 100 mil pessoas. “Isso demonstra que estamos falando muito mais do que de energia. Estamos falando de desenvolvimento, inclusão social e estabilidade econômica, afirmou o CEO, que lembrou da importância do ex-governador Jorge Lacerda, idealizador da usina e que dá nome ao complexo.
O presidente da Associação Brasileira de Carbono Sustentável (ABCS), Fernando Zancan, elencou momentos cruciais na trajetória do complexo, como a privatização da Eletrosul e o quase fechamento da usina em 2021. “Temos que destacar aqui a importância da classe política, que lutou pela manutenção do complexo. Isso não só manteve a cadeia produtiva do carvão, como garante segurança energética para o país”, disse.
A sessão especial contou com a presença do ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen, do presidente da Celesc, Edson Moritz, que representou o governador Jorginho Mello; do reitor da UFSC, Irineu de Souza; do presidente do Conselho de Administração da Diamante Energia, Jorge Nemer; da presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc), Astrit Barato; do ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e dos prefeitos de Sangão, Castilho Silvano, e de Capivari de Baixo, Claudir Bitencourt.
O Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda surgiu em 1957, com o nome de Sociedade Termoelétrica de Capivari (Sotelca), e iniciou suas operações, em 1965. Nos anos 1970, a usina passou a ser gerida pela Eletrosul, estatal do governo federal responsável pela geração e transmissão de energia no Sul do país, e ampliou sua capacidade, transformando-se em um complexo. Em 1998, ela foi privatizada. Após passar pela gestão de dois grupos, em 2021 passou a ser administrada pela Diamante Energia.
Atualmente, o complexo tem capacidade instalada de 740 megawatts, o que representa 21% da energia necessária para Santa Catarina.
Deputado Pepê Collaço, o CEO da Diamante Energia, Pedro Litsek, e o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia, durante a entrega da homenagem
FOTO: Ana Quinto/Agência Alesc
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