
A Alesc segue avançando na adoção de práticas sustentáveis que aliam preservação ambiental, economia de recursos públicos e eficiência administrativa. Nesta semana, mais uma iniciativa ganhou destaque: a economia de 2,3 milhões de litros de água, resultado da implantação de tecnologias para reduzir o desperdício e otimizar o consumo no Palácio Barriga Verde.
Além dos benefícios ambientais, a medida proporcionou uma economia financeira de R$ 77.665,96 entre abril e setembro de 2026. Os resultados fazem parte do Programa Alesc Sustentável, criado em 2021 para incentivar o uso consciente dos recursos naturais e reduzir os impactos ambientais das atividades do Parlamento.
A iniciativa também rendeu à Assembleia um selo de reconhecimento pela eficiência hídrica, entregue pela empresa responsável pela implantação da tecnologia.
Como a Alesc reduziu o consumo de água
O sistema foi instalado em 30 de março deste ano e conta com 109 dispositivos de controle de vazão de água, distribuídos entre banheiros, gabinetes e copas do Palácio Barriga Verde. A tecnologia permite reduzir o desperdício sem comprometer o conforto dos usuários.
De acordo com o Relatório de Desempenho e Consumo.
Para o diretor-geral da Alesc, Leonardo Lorenzetti, os resultados demonstram que investimentos em sustentabilidade também representam economia para os cofres públicos.
“Essa é mais uma iniciativa do programa Alesc Sustentável, que já desenvolve ações como o reúso da água. A redução da vazão trouxe uma economia significativa e o investimento já se pagou nesse curto período. É uma medida que contribui para a preservação do meio ambiente, o cuidado com os recursos hídricos e a eficiência da Assembleia.”
A coordenadora de Sustentabilidade e Acessibilidade da Alesc, Isabel Pinheiro, explicou que a implantação dos equipamentos foi simples e não exigiu obras ou alterações estruturais nas instalações hidráulicas.
“Foram instaladas 109 válvulas em pontos de consumo de água, como banheiros dos gabinetes, lavatórios e copas. São dispositivos colocados abaixo das torneiras, que permitem diminuir a vazão sem prejudicar o conforto de quem utiliza. É uma intervenção simples, mas que trouxe resultados muito expressivos, tanto na questão ambiental quanto na econômica.”
Segundo Isabel, além da economia, a iniciativa reforça o papel da Assembleia como referência para outras instituições públicas.
“Esse reconhecimento demonstra o comprometimento da Alesc com a sustentabilidade e também serve de exemplo para que outras instituições adotem medidas semelhantes. Estamos contribuindo diretamente para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, da Organização das Nações Unidas, que trata da água potável e do saneamento.”
A entrega do selo foi realizada pela empresa responsável pela implantação da tecnologia, especializada em soluções de eficiência hídrica. A consultora Samia Sales destacou que o reconhecimento certifica os resultados alcançados pela instituição.
“A importância desse selo é comprovar que a Assembleia tem um compromisso com o meio ambiente, reduzindo os impactos ambientais e contribuindo com a sustentabilidade. Nossa tecnologia busca eliminar o desperdício de água, mantendo o conforto de quem utiliza os equipamentos. É uma parceria que tem apresentado resultados muito positivos.”
Alesc Sustentável: iniciativas que transformam a rotina do Parlamento
Criado oficialmente em 23 de setembro de 2021, por meio do Ato da Mesa nº 339, o Programa Alesc Sustentável reúne iniciativas voltadas à preservação ambiental, à redução de desperdícios e ao uso responsável dos recursos públicos.
Entre as ações desenvolvidas estão o reaproveitamento da água da chuva, a geração de energia solar, a coleta seletiva e a destinação ambientalmente adequada de resíduos.
No Palácio Barriga Verde, por exemplo, foram instalados 636 módulos fotovoltaicos, que contribuem para a geração de energia limpa e a redução dos custos com eletricidade.
Gestão de resíduos
Outra iniciativa é o Alesc Menos Lixo, que começou como projeto-piloto em julho de 2025, no 8º andar da Unidade Administrativa. Desde então, mais de 350 quilos de resíduos receberam destinação adequada.
O projeto incentiva a separação de materiais como papel, lacres, embalagens de medicamentos, esponjas, tampinhas, pilhas e baterias. Em 2026, a iniciativa foi ampliada para outros andares da Unidade Administrativa e está em processo de implantação no Palácio Barriga Verde.
A Assembleia também se destaca pela reciclagem de bitucas de cigarro. Desde setembro de 2025, o programa já recolheu cerca de 80 mil unidades, o equivalente a 32,1 quilos de resíduos tóxicos que deixaram de ser descartados no meio ambiente.
A Assembleia também se destaca pela reciclagem de bitucas de cigarro. Desde setembro de 2025, o programa já recolheu cerca de 80 mil unidades, o equivalente a 32,1 quilos de resíduos tóxicos que deixaram de ser descartados no meio ambiente.
Assista à reportagem na TV Alesc ↗Compras e gestão ambiental
A sustentabilidade também está sendo incorporada aos processos administrativos. Por meio das chamadas Licitações Verdes, a Alesc passou a incluir critérios ambientais nos Estudos Técnicos Preliminares, incentivando práticas mais responsáveis nas compras públicas e contratações.
Outra frente é a adesão à Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), desenvolvida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A Assembleia já instituiu uma Comissão Gestora para acompanhar a implementação das ações e desenvolver indicadores que permitam avaliar os resultados.
Com iniciativas que vão da economia de água e energia à gestão de resíduos e às compras sustentáveis, a Assembleia Legislativa busca consolidar uma cultura institucional de responsabilidade socioambiental, demonstrando que pequenas mudanças na rotina podem gerar benefícios para o meio ambiente e para a sociedade.
ALESC EXPLICA
Mais de 2,3 milhões de litros, conforme os resultados apresentados pela Assembleia, com economia financeira de R$ 77.665,96 entre abril e setembro de 2026.
Foram instalados 109 dispositivos de controle de vazão em pontos de consumo do Palácio Barriga Verde, como banheiros, gabinetes e copas.
A média passou de 1.397 para 1.010 metros cúbicos de água após a implantação do sistema.
É um programa criado em 2021 para incentivar o uso responsável dos recursos naturais, reduzir desperdícios e diminuir os impactos ambientais das atividades da Assembleia Legislativa.
Reaproveitamento da água da chuva, geração de energia solar, coleta seletiva, destinação de resíduos, reciclagem de bitucas de cigarro e inclusão de critérios ambientais nas contratações públicas.

