No Ano Internacional das Cooperativas, a força de SC


10/10/2025 - 19h33min

O produtores rurais Giovani e Claudete (e), o empresário Alex e o casal Maria Aparecida e Francisco; exemplos de cooperados espalhados por SC

O produtores rurais Giovani e Claudete (e), o empresário Alex e o casal Maria Aparecida e Francisco; exemplos de cooperados espalhados por SC

No Oeste, o casal Claudete e Giovani cria 2,6 mil suínos, cuja carne será vendida mundo afora. Em outro ponto do estado, no Sul, o empresário Alex fabrica piscinas para todo o Brasil. Já no Vale do Itajaí, o casal Maria Aparecida e Francisco faz compras na maior rede supermercadista de Blumenau.

O que essas pessoas, de regiões tão diferentes, têm em comum? Elas são alguns dos quase 4,7 milhões de catarinenses fazem parte de uma cooperativa, segundo dados da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc). Considerando-se o total da população do estado, é possível afirmar que praticamente 6 em cada 10 catarinenses estão associados a uma cooperativa.

"Santa Catarina é o estado mais cooperativista do Brasil", afirma o presidente da Ocesc, Vanir Zanatta.

Cooperativismo: modelo econômico e social de sucesso
Conforme a organização, o cooperativismo surgiu em Santa Catarina há mais de 130 anos e se transformou em um modelo de negócios bem-sucedido que movimentou, só no ano passado, R$ 91,2 bilhões. Como comparação, o orçamento do Estado, responsável pelo custeio de toda a máquina pública estadual, foi projetado em R$ 52,9 bi em 2024.

As cooperativas respondem por cerca de 30% do PIB catarinense e por 70% das vendas do estado no exterior, graças principalmente ao ramo agropecuário. Além do impacto na economia estadual, desempenham um papel importante na área social e cultural.

"O cooperativismo é feito de pessoas que se unem para tentar resolver um problema, e aqui em Santa Catarina, ele encontrou um terreno fértil para prosperar, consolidando-se como força estruturante da economia estadual e revelando-se experiência exemplar de prosperidade, inclusão e solidariedade. Tornou-se parte indissociável da identidade catarinense, expressando vocações para o trabalho, a inovação e o empreendimento", afirma o presidente da Ocesc.

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