A formação em Administração com especialização em Recursos Humanos influenciou o ex-presidente da Assembleia Legislativa Gilmar Knaesel a avaliar a possibilidade de criar uma escola voltada ao aprimoramento dos servidores. Em 1999, ele encomendou à Udesc uma pesquisa de satisfação dos funcionários do Poder, e percebeu que muitos queriam estudar. "Havia servidores que não tinham concluído o ensino fundamental, ou o médio, e muitos pretendiam ingressar em cursos superiores, ou obter especializações", ele recorda.
O modelo de escolas do legislativo já tinha exemplos de Minas Gerais e da Paraíba, criadas, respectivamente, em 1992 e naquele ano. Com o apoio da então diretora-geral Maria Helena Diniz e da professora Carla Evangelista Vieira Pedrozo, o projeto começou a ser elaborado.
Em agosto do ano seguinte, a presidência criou novas estruturas na Alesc, entre as quais a TV da Assembleia (TVAL) e a Escola. A seguir, o legislativo firmou convênio com a Secretaria de Estado de Educação, e fez parcerias com diversas faculdades, dando início às atividades de formação de pessoal.
Fortalecimento da instituição
Carla, a primeira diretora, teve envolvimento com a Escola por quase 15 anos. Lembra da importância da decisão de definir que um parlamentar assumisse a presidência da Escola, para fortalecer a instituição politicamente. A Mesa aprovou a proposta, e Knaesel se tornou o primeiro presidente, logo que deixou a presidência da Alesc, em fevereiro de 2001.
Ela também recorda que a Escola foi ampliando atividades, criando seminários e ciclos de debate para as câmaras municipais sobre orçamento público e processo legislativo. “Olhando para trás, o crescimento da Escola é motivo de orgulho, pois construímos um projeto político-pedagógico e fomos incorporando novos projetos. E é muito gratificante ver a Escola hoje, como referência para diversas outras escolas legislativas do Brasil”, avalia.
Homenagem ao professor Lício
Knaesel relembra que, em 2010, a Escola ganhou o nome de Deputado Lício Mauro da Silveira em homenagem ao parlamentar e ex-professor da Escola Técnica Federal que morreu antes de assumir um novo mandato, recém-reeleito. Lício era um entusiasta do projeto da educação legislativa. “Era o secretário da Mesa da Assembleia à época da criação da Escola. Foi a Belo Horizonte conhecer o projeto mineiro, e ajudou na formatação do projeto”, conta o ex-presidente.
A base legal foi espelhada nas escolas da Câmara dos Deputados e do Senado. O projeto foi embasado na Emenda Constitucional 19, de 1998, que permitiu aos parlamentos criarem suas escolas. “Ela se tornou importante para auxiliar na qualificação dos mandatos, para vereadores e até deputados que assumem sem ter pleno conhecimento das atribuições e da abrangência de suas novas funções”, diz Knaesel. “Hoje, a Escola está consolidada, há 25 anos está aí, aperfeiçoando as pessoas”.