A ex-deputada Marlene Fengler se aproximou da Escola do Legislativo há mais de década, quando ocupava a função de chefe de gabinete da Presidência. Tornou-se, posteriormente, coordenadora, diretora e presidente da Escola. Desde então, a atual secretária-geral da Alesc desenvolveu apreço pela educação legislativa, seus programas e atividades.
Marlene atribui a essa vivência a decisão de participar mais da vida política. “Fiz cursos de formação que me ajudaram a conhecer, por exemplo, o regimento interno da Casa, e entender mais sobre o processo legislativo. Ao participar de encontros para a inclusão das mulheres na política, da Caravana da Mulher, ouvindo experiências de vereadoras e prefeitas, tomei a decisão de ser candidata”.
O programa, segundo ela, estimula a participação feminina. “Conversar com outras mulheres faz você dividir experiências e dá mais leveza à caminhada, aproxima quem está ativo na política, recupera experiência de quem já deu sua contribuição, e traz visões de especialistas que contextualizam a importância da mulher na política”.
Ampliar o espaço feminino, em sua visão, “não se trata de uma disputa, é questão de justiça”. Marlene lembra que as mulheres são 52% da sociedade, “então é fundamental que a gente tenha uma representatividade maior”, ela avalia. “Somos mães, irmãs, filhas, esposas, e temos muitas atividades paralelas, que dificultam a participação política, que é um é um processo em tempo integral, que nem todas as mulheres estão dispostas a enfrentar”.
Pauta positiva e conhecimento
Ela entende que a Escola é uma pauta positiva para o parlamento estadual. “Ela vai ao encontro da sociedade para oferecer formação gratuita, para levar debates e eventos promovidos pelas comissões temáticas, para ampliar a participação da sociedade, para que todos saibam o que está sendo feito na Assembleia”.
Marlene também destaca o fortalecimento da formação de jovens, com a busca ativa para estimular a criação do programa Vereador Mirim nas câmaras municipais, e de escolas interessadas em fazer parte do Parlamento Jovem. “Sempre digo que se eu tivesse participado desses programas quando jovem, eu teria sido uma deputada melhor”, ela avalia. “Se você conhece os deveres e direitos do cidadão, e entende a importância da política no processo democrático, isso te torna um cidadão com mais conhecimento”, reforça.