
O mês de março, marcado pelas reflexões sobre os direitos das mulheres, também é um momento para destacar avanços institucionais no enfrentamento à violência de gênero em Santa Catarina. Na Assembleia Legislativa, uma série de iniciativas foi implementada nos últimos anos com esse objetivo.
Durante os períodos em que presidiu o Parlamento catarinense, nos anos de 2021, 2023 e 2024, o deputado Mauro De Nadal (MDB) liderou a criação e o fortalecimento de estruturas voltadas à promoção da igualdade de gênero e à proteção das mulheres no estado.
Entre as iniciativas está o Observatório da Violência Contra a Mulher, que reúne e analisa dados sobre ocorrências de violência de gênero para orientar políticas públicas e fortalecer a rede de proteção às vítimas.
“Políticas públicas eficazes precisam começar pelos dados. Quando conhecemos melhor a realidade, conseguimos construir respostas mais eficientes para proteger as mulheres e enfrentar a violência”, destacou o deputado.
Estruturas de proteção às mulheres
Além do Observatório, a Assembleia Legislativa também avançou na implantação da Procuradoria da Mulher, na estruturação da Secretaria da Mulher, no fortalecimento da Bancada Feminina e na realização de campanhas permanentes de conscientização sobre violência de gênero.
Os números reforçam a importância dessas iniciativas. Apenas neste início de 2026, já foram registrados 13.743 casos de violência contra mulheres em Santa Catarina, entre eles 6.127 ocorrências de ameaça e 3.417 casos de lesão corporal.
Outro dado que preocupa está relacionado aos feminicídios. O estado já contabiliza oito casos neste ano e ocupa a terceira posição no ranking nacional, atrás apenas de São Paulo e Rio Grande do Sul.
Para Mauro De Nadal, o combate à violência contra a mulher precisa envolver tanto políticas públicas quanto uma mudança de comportamento na sociedade.
“A violência não começa no crime. Muitas vezes ela começa antes, no desrespeito, no controle, nas ameaças e em atitudes que ainda carregam uma visão ultrapassada sobre o papel da mulher. Combater essa realidade é uma responsabilidade coletiva”, afirmou.
Segundo levantamentos analisados pelo Observatório, cerca de 80% dos feminicídios registrados no estado não tinham denúncias prévias contra os agressores, o que evidencia o silêncio e o medo que ainda cercam muitas vítimas.
“No mês da Mulher, mais do que celebrar, é importante refletir. Precisamos fortalecer as políticas de proteção, incentivar a denúncia e construir uma sociedade baseada no respeito e na igualdade”, concluiu.

