
A Comissão de Meio Ambiente organizou, nesta segunda-feira (16), o Seminário Horta e Compostagem em Ambientes Escolares, no auditório do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Rio do Sul.
O evento contou com a participação do deputado Marquito (Psol), presidente da Comissão e responsável pela proposta de difundir o cultivo de alimentos com técnicas agroecológicas em ambientes escolares.
Os participantes aprendem a construir uma horta pedagógica e compostar os resíduos orgânicos dentro das escolas. Também são apresentadas inspirações e técnicas variadas para transformar a gestão desses resíduos evitando o desperdício.
A Comissão já realizou seminários em várias regiões catarinenses em 2025. Agora, em Rio do Sul, aconteceu o primeiro evento neste ano. “A prática de horta e compostagem no ambiente escolar trabalha várias abordagens sobre a educação alimentar e a gestão de resíduos, com direcionamento à comunidade escolar e entidades que possam se envolver com os projetos. Minha avaliação é que pode mudar a realidade de uma escola, mobilizar a comunidade escolar e entidades parceiras”, diz Marquito.
A idealizadora do projeto Escola Lixo Zero, Fabiana Nogueira Caetano Mina, entende que a educação ambiental na escola deve ser realizada de forma contínua, e não como eventos isolados. “É uma atividade que deve ser atrelada ao currículo, pois tem a ver com os dias atuais, a sociedade moderna, mas com o olhar voltado ao nosso início, que é a natureza”.
O professor e diretor de pesquisa da Udesc em Caçador, Germano Güttler, palestrou sobre o método Lages de Compostagem, criado para o ambiente escolar. “É uma variação de uma metodologia laminar de compostagem, para que o transporte de resíduos, da cozinha até a compostagem, seja numa única viagem. Não existe uma composteira ou transporte de adubo. A própria compostagem é o canteiro, que elimina o capim e reduz ao máximo o trabalho de fazer uma horta, sem ter que revirar a terra e capinar.”
Outro palestrante, Júlio Maestri, coordenador do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), ONG sediada no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, explica que as mudanças de hábitos se dão por pequenas práticas. “O seminário mostra modelos de compostagem e hortas interativas, para que as crianças possam aprender propostas e replicar no espaço de casa, junto da família”.
Maestri explica que, a partir do momento em que o aluno participa da produção do composto e semeia as primeiras mudas, ele tem a tendência de querer experimentar os alimentos e diversificar seus hábitos alimentares”.
Com a colaboração de Andréia Gonçalves / TV Alesc

