Comunicação

População da Serra reconhece importância da aproximação da Alesc com as diferentes regiões


Relatos em Curitibanos destacam impacto do programa Alesc Itinerante na participação social e na aproximação entre Parlamento e população.

Simone Sartori
26/03/2026 - 14h43min

População da Serra reconhece importância da aproximação da Alesc com as diferentes regiões

Arte: Milene Conci

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No espaço de debates, que normalmente guarda o ritmo das decisões formais, em Curitibanos, a Alesc ganhou voz, rosto e emoção.

Durante dois dias, o Parlamento deixou o endereço fixo, na Capital do Estado, para ocupar o coração de Santa Catarina, na região serrana. Os ofícios e demandas entregues aos deputados com reivindicações ganharam voz, rosto e história.

Foi quando o ambiente político se transformou, pela nona vez, em espaço de encontros, trocas e pertencimento, de aproximação com os catarinenses, nas diferentes regiões.

Inclusão e representatividade

Entre os olhares curiosos diante da estrutura do Parlamento, estava Reginaldo Douberth.

Pela primeira vez dentro de uma sessão da Alesc, ele acompanhava atento cada movimento. Ao seu lado, o professor de Libras Felipe Nunes França traduzia a sua impressão sobre o Alesc Itinerante e mais que isso, traduzia a importância de ser ouvido.

Em Libras, Reginaldo explicou que a presença do Parlamento no interior representa uma oportunidade para que a causa da comunidade surda seja compreendida de forma mais ampla.

Para ele, momentos como esse também despertam a necessidade de incentivar o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais na região, fortalecendo a inclusão não apenas das pessoas com deficiência auditiva.

“Todos precisam ter acesso aos espaços de participação social. A visita da Alesc ao interior do estado foi também um gesto de valorização da própria comunidade surda, que se vê reconhecida ao ocupar um lugar de diálogo”

Memória e participação social

A poucos metros dali, a memória e a esperança caminhavam juntas na fala de Raimunda Savian, 67 anos.

Voluntária há 25 anos em projetos sociais que vão de aulas de dança para crianças a ações com idosos e casamentos comunitários, ela comparava o presente com um passado distante.

Sua primeira ida ao Parlamento na década de 70, quando acompanhou a mãe em busca de orientação sobre aposentadoria. Na lembrança, a paisagem de Florianópolis ainda tinha o mar que avançava sobre o Mercado Público.

Hoje, ao ver os deputados mais perto, em sua região, Raimunda enxerga um avanço necessário.

“A Alesc itinerante deveria alcançarEstá programada a edição da Bancada do Sul, em Araranguá, na última semana de maio. ainda mais municípios, permitindo que cada comunidade, cada pessoa conheça de perto quem os representa”, pontuou.

Jovens e cidadania

Para muitos jovens, o contato com a Alesc foi também um primeiro encontro com a própria ideia de cidadania ativa.

Artur Bayer Tambosi, de 16 anos, estudante do Colégio Maria Imaculada, vivia uma experiência inédita.

Sem nunca ter visitado Florianópolis ou acompanhado de perto o funcionamento do Parlamento, ele se surpreendeu com a dimensão e o impacto da estrutura instalada em Curitibanos.

A escola dele será uma das participantes do programa Parlamento Jovem, que será realizado em Florianópolis, em junho.

O contato com a Alesc despertou algo que até então não existia: uma curiosidade genuína sobre política.

“Nunca passou pela minha cabeça, ou havia me interessado por política, mas vendo aqui, na minha cidade, como tudo funciona, o quanto a política é necessária, começo a querer aprender mais e vivenciar mais”, enfatizou.

Cultura e conexão com o Parlamento

Entre os aplausos que ecoaram pelo plenário, a música trouxe outra forma de conexão.

Daniel Augusto Mortari, de Lages, chegou carregando a gaita que o acompanha desde os nove anos, e uma trajetória já marcada por mais de 40 premiações, incluindo títulos no Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria.

Para ele, o instrumento não é apenas técnica ou performance, é expressão da própria alma.

Ao aceitar o convite para conhecer a Alesc Itinerante, encontrou não só reconhecimento artístico, mas também a compreensão de que cultura e política caminham juntas.

Na visão do jovem, a aproximação com o Parlamento amplia horizontes e fortalece o entendimento de que mesmo as carreiras artísticas dependem de políticas públicas.

“Esse movimento da Alesc é um momento único e nos mostra o quanto a política é importante nas nossas vidas. Vemos opiniões diferentes mas que se somam para um bem maior e isso nos ensina muito. Percebemos que nas diferentes profissões, a política se faz necessária.”

Aproximação que gera impacto

Assim, entre gestos traduzidos em Libras, memórias que atravessam décadas e sonhos de quem caminha para a vida adulta, a Alesc Itinerante tem mostrado que o verdadeiro alcance da política vai além das votações de projetos de lei.

Ela se revela, sobretudo, na capacidade de transformar estruturas institucionais em pontes humanas, que se transformam em ações concretas pelo bem da população e desenvolvimento de Santa Catarina.


Alesc explica

O que é a Alesc Itinerante?

É um programa que leva as atividades do Parlamento para diferentes regiões do estado.

Qual o objetivo do programa?

Aproximar a Assembleia Legislativa da população e ampliar o diálogo com as comunidades.

Qual foi o destaque da edição em Curitibanos?

A participação da população e os relatos sobre inclusão, cidadania e cultura.

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