Comunicação

Mudança climática pauta conferência regional da COP 30 em Joinville


Evento reuniu 200 participantes e destacou impactos na região do Vale, Foz do Itajaí e Planalto Norte

Simone Sartori
21/08/2025 - 10h12min

Mesa de debatedores.

Mesa de debatedores.

FOTO: Daniel Conzi/Agência AL

Audiência regional da COP-30 é realizada em Joinville

Na noite da quarta-feira (20) o auditório da reitoria da Univille recebeu a segunda conferência regional da COP30 para debater as mudanças climáticas. O evento é promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa em parceria com a Escola do Legislativo e busca propostas e ações a serem apresentadas na COP30 – Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima, que acontecer no mês de novembro, em Belém, no Pará.

Participação da região reforça foco em desastres naturais

A participação maciça da região pautou principalmente a questão dos recursos hídricos e alagamentos na região de Joinville e os desastres naturais no Vale do Itajaí. O auditório da reitoria da Universidade de Joinville (Univille) recebeu cerca de 200 pessoas de diferentes segmentos da região do Vale, Foz do Itajaí e Planalto Norte.

O deputado Marquito (Psol), que preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e conduziu os debates, destacou a importância da realização dos eventos regionais preparatórios para a Cop-30. “Serão cinco macrorregiões que serão ouvidas, sendo esta a segunda. Cada região do nosso estado tem suas peculiaridades, por isso precisamos ouvir e entender as necessidades”, pontua.

Regiões mais afetadas e construção de propostas

O parlamentar ainda destaca as regiões do Vale, Foz do Itajaí e Planalto Norte como as principais afetadas pela mudança climática. “É recorrente os desastres naturais que ocorrem na região, e temos também a problema com a qualidade do ar na região de Joinville, que pouco é medido mas traz consequências para a saúde. Por isso a importância em ouvir diversos setores da sociedade para construirmos propostas concretas de enfrentamento a crise climática.”

Ao final das audiências públicas, será construído um documento com as principais propostas para o enfrentamento das ações climáticas para o estado. “Será uma agenda de ações de Santa Catarina, a qual será apresentada na Cop-30 para dialogar”, comenta o presidente da Comissão de Meio Ambiente. Marquito destaca ainda que as proposta finais serão debatidas em um simpósio.

Pautas hídricas ganham destaque

A vice-reitora da Univille, Therezinha Maria Novais de Oliveira, destacou ações por parte da universidade em projetos voltados a recursos hídricos. “Temos nos nossos princípios da universidade a questão sustentável e desenvolvermos projetos na área ambiental. Mas com ênfase nos recursos hídricos, que é um ponto estratégico quando falamos em meio ambiente. Damos suporte com projetos na gestão desses recursos aos Comitês de Bacia de toda a região.”

Para a co-fundadora da Associação Nacional de Mulheres Indígenas, Kerexu Yxapyry, uma da principais preocupações dos povos indígenas está nos recursos hídricos da região e com os cuidados com o planeta. “Estamos passando por vários fenômenos, que nos mostraram o quanto nosso planeta esta sofrendo e que precisamos assumir a responsabilidade de cuidarmos. Vemos que muitas comunidades indígenas da região sofrem com a falta de água potável, algo preocupante. Por isso, os debates como o de hoje são importantes e precisam ser levados para a COP-30”, pontua.

Plataforma de monitoramento será implementada no Vale do Itajaí

Durante a audiência pública, a consultora de planejamento Jessica Novaes Feldsus, representante das Associações e Consórcios Municipais do Médio Vale do Itajaí, falou sobre a plataforma de monitoramento que está sendo criada para monitoramento das ações climáticas na região.

“Estamos, de forma regional, complicando informações para criarmos a plataforma de monitoramento. Não podemos pensar em projetos de enfrentamento a ações climáticas de forma individualizada, mas sim de forma regional. São estudos e muitos dados, demandas, criadas metas e estratégias. para que possamos unificar o processo de planejar a resiliência climática.”

Próximas etapas

As audiências públicas sobre mudanças climáticas passarão ainda pelas regiões Sul, Oeste e Grande Florianópolis.

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