Comunicação

Moles do rio Mampituba e produção de tilápia em discussão na Comissão de Pesca


Reunião da Comissão de Pesca e Aquicultura debate obra no extremo sul catarinense e desafios para produtores de tilápia.

11/03/2026 - 16h26min

Reunião da Comissão de Pesca debateu a situação dos moles do rio Mampituba e desafios da produção de tilápia em SC.

Reunião da Comissão de Pesca debateu a situação dos moles do rio Mampituba e desafios da produção de tilápia em SC.

Foto: Lucas Gabriel Diniz/Agência Alesc

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Situação dos moles do rio Mampituba

A Comissão de Pesca e Aquicultura se reuniu nesta quarta-feira (11) com a presença de lideranças do extremo sul catarinense para debater soluções para os moles da barra do rio Mampituba, em Passo de Torres, além de produtores de tilápia ligados à Associação Catarinense de Aquicultores (Acaq).

O presidente do colegiado, deputado José Milton Scheffer (PP), é o autor de um dos requerimentos aprovados que trata de audiência pública, no município de Passo de Torres, para discussão dos moles do rio Mampituba.


“Passo de Torres carece de um emcumpridamento dos moles para o desenvolvimento como polo pesqueiro. Na audiência será apresentado um projeto para este fim, discutido com a comunidade, para que sejam captados recursos dos governos estadual e federal para construção dos moles. Um porto pesqueiro vai salvar vidas de quem vive da pesca e impulsionar a economia da região”, informou o parlamentar.
José Milton Scheffer
Deputado
José Milton Scheffer

Relato do município

O prefeito de Passo de Torres, Valmir Rodrigues, relatou a situação. “Há 31 anos a comunidade sofre com a obra inacabada, com perdas de vidas e de materiais, embarcações sem seguro que chegam a custar R$ 2 milhões. Precisamos de calado para os barcos saírem. Vim de Brasília, na visita ao Ministério dos Portos, e todos estão engajados, governo do Estado e governo federal, para a conclusão da obra.”

Rodrigues disse ainda que o projeto para a construção dos moles estará pronto em 60 dias.

Produção de tilápia em debate

O vice-presidente da Acaq, Marcelo Luchetta, mostrou os números da aqüicultura catarinense, em especial da tilápia, e chamou atenção para as licenças ambientais.

“A grande dificuldade, principalmente para o pequeno agricultor, é arcar com os altos custos das licenças ambientais. Estamos reivindicando junto aos órgãos federais a autodeclaração para propriedades até cinco hectares, um incentivo para manter os produtores na atividade.”

Para o vice-prefeito de Armazém, Guilherme Correia, algumas providências são vitais para expandir a produção e garantir boa comercialização da tilápia em Santa Catarina. “A outorga da água vai permitir que o produtor exporte e agregue valor, assim como a instalação de frigoríficos estruturados para impulsionar o comércio.”

Armazém é reconhecida como a Capital Catarinense da Tilápia.

As duas reivindicações receberam o apoio do governo na pessoa do secretário estadual de Pesca e Aquicultura, Tiago Frigo.

Outros requerimentos aprovados

Zé Milton subscreveu outros dois requerimentos: reunião para avaliar a portaria federal que trata da pesca da tainha e audiência pública sobre os impactos da importação da tilápia e suas conseqüências.

Outro requerimento, do deputado Marquito (Psol), solicita reunião do Fórum das Pescadoras e do Pescadores Artesanais.


Perguntas Frequentes

O que são os moles do rio Mampituba?

São estruturas de proteção e orientação da barra do rio que permitem a navegação segura das embarcações pesqueiras.

Qual foi o encaminhamento discutido na reunião?

A realização de uma audiência pública em Passo de Torres para discutir o projeto de ampliação dos moles.

Quais desafios enfrentam os produtores de tilápia?

Entre as principais dificuldades estão os custos das licenças ambientais e a necessidade de ampliar a estrutura de processamento e comercialização.


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