21/05/2012 - 18h25min
Palestra sobre desastres ecológicos abre seminário
A palestra “Desastres Ecológicos no Brasil: Antecedências e Perspectivas”, ministrada pelo geólogo Eduardo Soares de Macedo, nesta manhã (21), abriu as atividades do primeiro I Seminário de Gestão de Risco Geológico de Santa Catarina. Doutor em Geociências pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e especialista em gestão de desastres pelo National Center of Disasters do Japão, Macedo abordou os principais aspectos causadores de risco ecológico, entre eles o movimento de massa, o processo erosivo, os sismos e as subsidências e colapsos, com destaques para Lei nº 12.608/12, que institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC).
Com uma vasta experiência em gestão de riscos e desastres, especialmente em estudos e análises de riscos, medidas estruturais, urbanização de áreas, atendimento emergencial e capacitação de equipes, Macedo detalhou cada aspecto, apresentando inúmeras ilustrações de catástrofes decorrentes das chuvas em diferentes estados brasileiros. Segundo ele, os Movimentos de Massa (solos, rochas, detritos) têm sido objeto de amplos estudos em diversos estados do país, uma vez que o aumento da urbanização e do desenvolvimento de áreas sujeitas a escorregamentos, junto ao desflorestamento contínuo destas áreas, o aumento das taxas de precipitação causadas pelas mudanças de clima e as definições de solos contribuem para os escorregamentos.
Quanto à erosão dos solos, o geólogo explica que suas causas estão relacionadas à própria natureza, uma vez que a quantidade e distribuição das chuvas, a declividade, a forma das encostas, o tipo de cobertura vegetal e também a ação do homem com a construção civil, o crescimento das cidades e outras atividades são significativas na erosão acelerada. No que se refere a subsidências e colapsos, o especialista define como um afundamento rápido ou gradual de um terreno devido ao colapso de gravidades, redução de porosidade do solo ou deformação de material argiloso. Suas principais causas são a retirada do suporte do solo, dissolução de rochas solúveis, entre outros. Por último, falou sobre o sismo, que segundo ele, ocorre esporadicamente no Brasil. O sismo é um fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da terra causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia sob a forma de ondas sísmicas.
Na ocasião, Macedo lembrou que a nova legislação deve integrar-se às políticas de ordenamento territorial, desenvolvimento urbano, saúde, meio ambiente, mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, geologia, infraestrutura, educação, ciência e tecnologia e às demais políticas setoriais, tendo em vista a promoção do desenvolvimento sustentável. “É fundamental que os estados e municípios se interem da lei para cobra-lá”, observou. (Tatiani Magalhães)
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