O Programa Antonieta de Barros foi batizado com este nome em homenagem à primeira Deputada negra do país, eleita em Santa Catarina no ano de 1935. Professora por formação, a parlamentar sempre se mostrou preocupada com a educação pública e gratuita. Despertou as reivindicações feministas e instaurou o debate racial no parlamento e na sociedade catarinense.
O Programa Antonieta de Barros beneficia jovens. A iniciativa é fruto da articulação do Fórum de Mulheres Negras da Grande Florianópolis e da sensibilidade e reconhecimento do Poder Legislativo Catarinense. Instituído pela Lei 13.075, de 29 de Julho de 2004, o PAB está sob responsabilidade da Coordenadoria de Estágios Especiais da Assembleia Legislativa. A Coordenadoria implantou na Casa uma política de ação afirmativa em favor da inclusão social e da eliminação das desigualdades raciais, tendo como instrumento a oferta de estágios remunerados e suporte pedagógico oferecido pela Escola do Legislativo.
Atualmente, o PAB prevê a contratação de 40 jovens, comprovadamente matriculados no ensino médio ou superior, ameaçados de exclusão social pela vulnerabilidade no local de moradia, pela condição étnica, gênero, deficiência física ou carência econômica (renda familiar inferior a 2,5 salários mínimos). Os estudantes exercem estágios remunerados nos diversos setores da Casa, com duração de até dois anos, ao fim dos quais podem ser encaminhados para o Programa Primeiro Emprego, do Governo Federal.